
Após o salto de 7,7% no pregão de 5 de outubro, refletindo a triunfo de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no primeiro turno da eleição presidencial, o Ibovespa captura agora o bom humor do mercado com as primeiras pesquisas de intenção de voto para o segundo turno. Tanto o Datafolha divulgado na noite de ontem 8, quanto a Atlas Intel da manhã de hoje 9 apontam a liderança de Flávio sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) no segundo turno. Em reação, o iShares MSCI Brazil ETF, fundo de índices negociado em Nova York e que espelha as principais ações brasileiras, opera em forte alta. O mesmo ocorre com o Ibovespa, que, na abertura, subia 1,07% e alcançava os 208 425 pontos. Para os analistas, contudo, há espaço para uma valorização maior nos próximos dias.
Ernani Reis, analista gráfico da Ágora Investimentos, calcula que, se o principal índice da bolsa brasileira tiver força para romper o teto de 208 000 pontos nos próximos dias, desbloqueará uma avenida de alta que pode levá-lo até os 223 648 pontos no curto prazo. Isso representaria um potencial de valorização de 8,5% sobre os 206 222 pontos com que encerrou o pregão de ontem. Por outro lado, para que a tendência de alta seja revertida, é necessário que o Ibovespa fure o piso 204 160 pontos – um recuo de 1% sobre o fechamento desta quinta-feira.
Já Lucas Piza, analista gráfico do Itaú BBA, estabelece o teto a ser furado na região dos 209 600 – o atual recorde do Ibovespa. Se ultrapassá-lo, ganhará embalo para mirar os 220 000 pontos no curto prazo, o que representaria ganhos de 6,7%. Para Piza, o mercado só consolidará uma guinada de baixa, caso o Ibovespa fure o piso de 204 000 pontos. Nesse caso, abriria espaço para afundar até os 192 100 pontos.
Na análise gráfica ou técnica, os analistas buscam determinar a tendência de preço dos ativos com base nos padrões formados pela sua curva. Os tetos ou pontos de resistência são regiões do gráfico que, se ultrapassadas, renovam a força de alta de um ativo. Se respeitadas, podem levar a uma estabilização do valor ou a uma reversão de tendência, que passaria a apontar para a baixa. Já os pisos ou suportes são os pontos do gráfico que, se furados, reforçam a tendência de queda de um papel. Se respeitados, porém, podem sustentar a cotação ou mudar sua trajetória para alta.
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