
Apenas no domingo, 4, autoridades públicas conduziram para delegacias ao menos 204 pessoas acusadas de crimes eleitorais. De acordo com painel desenvolvido pela Polícia Federal (PF), o crime com maior registro é boca de urna, caracterizado pela tentativa de convencer, influenciar ou arregimentar eleitores a votar ou deixar de votar em determinada candidatura ou partido. Foram 45 casos do tipo registrados em todo país.
Na sequência, 34 casos foram registrados como campanha no dia da eleição. “A divulgação de qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos”, diz o trecho da lei das eleições. As duas ações ilícitas são puníveis com prisão de seis a um ano, mas podem ser substituídas por prestação de serviços à comunidade e multa. Os casos foram relatados pela PF, Policiais Militar e Civil, representantes da OAB, Ministério Público e Justiça Federal e Justiça Eleitoral.
Na terceira posição está a compra de votos. “Dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita” com 27 casos registrados. Neste caso, a pena é maior que as infrações anteriores e prevê reclusão de até quatro anos e pagamento de multa.
No domingo, por volta das 20h30, um boletim da Polícia Federal apontou para apreensão de 1.828.366,58 reais em bens e valores, sendo 493.569,50 reais em espécie. Os valores ainda passarão por validação — podem aumentar ou diminuir, portanto. De todos os estados brasileiros, a maioria dos casos registrados ocorreram em Minas Gerais (20), Rio de Janeiro (16) e Distrito Federal (12).
“Até às 20h30 deste domingo, a Polícia Federal havia instaurado 1.323 inquéritos policiais relacionados a crimes eleitorais ao longo de 2026.O valor de bens apreendidos em ações relacionadas a crimes eleitorais alcançou mais de 46,5 milhões de reais, dos quais cerca de 31 milhões de reais correspondem a apreensões de dinheiro em espécie. Os números são dinâmicos e podem sofrer alterações em razão de novas ocorrências, investigações e atualizações dos sistemas da instituição”, informou a instituição sobre dados desde janeiro deste ano.
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