
Acirrada no cenário nacional, a disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) é ainda mais apertada no Amapá. No primeiro turno, o presidente obteve a triunfo contra o rival senador por estreitos 225 votos, dando ao petista 0,04% de vantagem entre os amapaenses.
Menor colégio eleitoral do Brasil, o Amapá contabilizou 464.858 votos válidos para presidente no último domingo, 4 — destes, Lula recebeu 212.503 votos (45,71%) e Flávio Bolsonaro registrou 212.278 (45,67%). O escritor Augusto Cury (Avante) ficou em terceiro lugar, com 4,1% do eleitorado, seguido pelo empresário Renan Santos (Missão), com 2,44%, e pelo ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), com 1,79%.
Já entre os estados mais populosos, a competição mais apertada ocorre em Minas Gerais: no segundo maior colégio eleitoral do país, Flávio Bolsonaro venceu Lula por 5.777.548 a 5.188.936 votos, o equivalente a 4,9% de dianteira. Outras arenas onde há briga acirrada são Pará, onde o petista superou o senador por 5,4% dos votos válidos, e Tocantins, que deu triunfo ao “Zero Um” por 7% de vantagem no primeiro turno.
Centro domina eleição estadual no Amapá e revés aliados de Lula
A despeito do impasse que predomina na disputa presidencial, a eleição estadual no Amapá trouxe resultados amargos para o Planalto. Já no primeiro turno, o estado elegeu Antônio Furlan (PSD) para o Executivo local, derrotando o governador Clécio Luís (União), que concorreu com os apoios declarados de Lula e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União).
Outra revés veio para o senador Randolfe Rodrigues (PT), líder do governo Lula no Congresso, que perdeu a reeleição e deixará o Senado pela primeira vez em dezesseis anos. Para a Casa Alta do Legislativo, os amapaenses reelegeram Lucas Barreto (PSD) e deram triunfo a Rayssa Furlan (Podemos), esposa do novo governador e ex-primeira-dama de Macapá.
As candidaturas ao centro também prevaleceram sobre o lulismo e o bolsonarismo nas eleições para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa do Amapá. Dos oito deputados federais amapaenses eleitos, um é filiado ao PL e nenhum ao PT; já entre os 24 deputados estaduais, os partidos de Lula e Flávio Bolsonaro conquistaram apenas uma cadeira cada.
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