
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) questionou neste sábado, 10, de onde o candidato Flávio Bolsonaro (PL) irá tirar o dinheiro para realizar corte de gastos apelidado de “tesouraço”. “É preciso que a sociedade comece a se perguntar de onde é que vai ser esse corte”, afirmou o petista. As falas ocorreram durante um ato em Natal, no Rio Grande do Norte, onde o candidato à reeleição cumpre agenda de campanha ao lado de Cadu de Lula (PT), que concorre no segundo turno para o governo do estado, e da atual governadora, Fátima Bezerra. “Ninguém que é contra o povo pobre, que quer fazer tesouraço para cortar dinheiro do Bolsa Família, do Minha Casa, Minha Vida, do Farmácia Popular, dos institutos federais, do Pé-de-Meia, pode voltar a governar o país”, afirmou Lula.
Em uma publicação nas redes sociais, o candidato também questiona Flávio se o dinheiro virá de programas sociais como o Bolsa Família e se as verbas virão dos ricos ou dos pobres.
Hoje faço um desafio a Flávio Bolsonaro. Eu e o povo queremos saber: de onde você vai cortar R$ 250 bilhões com o tesouraço? Todo mundo conhece essa conversa. Já vimos esse filme com vocês. Não permitiremos que a classe trabalhadora e as pessoas que mais precisam sejam prejudicadas.
— Lula (@LulaOficial) October 10, 2026
O chamado de “tesouraço” de Flávio é uma proposta do candidato de um corte drástico de gastos públicos, que envolve a eliminação de no mínimo dez ministérios, diminuir cargos comissionados e despesas administrativas. Apesar do senador ter negado que estes cortes virão de programas sociais, seu plano de governo não explica quais pastas seriam extintas e qual seria o total destas economias.
Durante a passeata, Lula também criticou a relação da família Bolsonaro com os Estados Unidos ao beijar uma bandeira do Brasil e afirmar que o “outro lado” beija a bandeira dos EUA. Além disso, o candidato fez um apelo aos eleitores para irem votar durante o segundo turno e convencer a parcela mais velha a fazer o mesmo.
“Queria dizer para vocês que é importante a gente convencer as pessoas que não foram votar a ir votar. Tem muita gente com mais de 70 anos que acha que não pode mais votar porque já 70 anos. Você tem que dizer para eles ‘se o Lula tem 80 e é candidato, porque que você com 70 não pode ir votar?'”, afirmou o presidenciável.
As declarações ocorrem após o primeiro turno das eleições no último domingo, 4, ter a maior taxa de abstenção desde 1998, onde 33 milhões de brasileiros não compareceram às urnas para votar, o que representa uma parcela de 21,08% do eleitorado.
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