Flávio Bolsonaro recua e não se declara presidente eleito do Brasil



O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) retirou da versão do pronunciamento publicada em seu perfil no X os trechos em que se declarava presidente eleito do Brasil. A expressão constava do texto original compartilhado pelo aliado Paulo Figueiredo, no qual o parlamentar contestava a triunfo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e anunciava que lideraria a oposição a partir dos Estados Unidos.

Na versão original, o discurso começava com uma afirmação de que Flávio seria o vencedor da disputa: “Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Mais adiante, o documento reiterava: “Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito”. As declarações foram suprimidas na publicação feita pelo próprio senador.

A mudança afasta a autoproclamação presente no material compartilhado por Figueiredo. O resultado anunciado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a reeleição de Lula no domingo, com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos.

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O documento original também anunciava a intenção de Flávio de comandar a oposição no exterior. “Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr”, dizia o texto, em mensagem dirigida a parlamentares e governadores aliados, com menção a Rogério Marinho como seu candidato à presidência do Senado.

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Ao justificar a saída do país com a família, o material afirmava: “Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil”. O pronunciamento agradecia aos presidentes Donald Trump e Javier Milei e apresentava a permanência nos Estados Unidos como uma forma de preservar sua atuação política diante do que classificava como perseguição judicial.

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As acusações de fraude eleitoral presentes na versão original não eram acompanhadas de provas. Um dos alvos era a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, que prorrogou a votação após relatos de problemas no transporte público. O STF e o TSE esclareceram que a extensão até as 19h se aplicava somente aos locais onde as urnas ainda permaneciam abertas após as 17h.

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