
O Brasil inicia sua campanha neste domingo (18), diante do Canadá, no Complexo de Futebol Feminino, em Salé, na região de Rabat, capital marroquina. Comandada pela treinadora Rilany Silva, a Seleção chega ao Mundial depois de conquistar o Sul-Americano Sub-17 e alcançar, na edição de 2025, sua melhor campanha na história da competição, encerrada com o quarto lugar.
Entre as participantes estão seleções tradicionais, como Coreia do Norte, Espanha, Japão e Alemanha. A atual campeã é a Coreia do Norte, que venceu as edições de 2024 e 2025.
Formato da Copa do Mundo Feminina Sub-17
A competição reúne 24 seleções, divididas em seis grupos de quatro equipes, que se enfrentam em turno único na primeira fase. As duas melhores colocadas de cada chave avançam diretamente às oitavas de final, acompanhadas pelas quatro melhores terceiras colocadas, formando o grupo de 16 classificadas para o mata-mata.
A partir das oitavas, os confrontos são eliminatórios até a definição das finalistas. A decisão do título e a disputa pelo terceiro lugar estão marcadas para 7 de novembro, no Estádio Príncipe Moulay El Hassan, em Rabat.
O Marrocos recebe o Mundial pela segunda vez consecutiva e continuará como sede até 2029, em um acordo que prevê cinco edições seguidas no país africano. Até 2024, a competição era realizada a cada dois anos, mas passou a ter periodicidade anual a partir de 2025, quando também foi ampliada de 16 para 24 participantes.
A maior parte dos jogos será disputada nos quatro campos do Complexo de Futebol Mohammed VI, na região de Rabat, enquanto o Estádio Príncipe Moulay El Hassan receberá as duas partidas decisivas do torneio.
Veja os grupos da Copa do Mundo Feminina Sub-17
As 24 seleções participantes estão distribuídas em seis grupos, com representantes de todos os continentes. Entre os destaques estão a presença de Porto Rico e Austrália, que disputam o Mundial da categoria pela primeira vez, e o retorno de Gana, terceira colocada em 2012, após ficar fora das últimas edições.
Grupo A
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Marrocos
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Nova Zelândia
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Alemanha
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Argentina
Grupo B
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Coreia do Norte
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Porto Rico
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Polônia
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Nigéria
Grupo C
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Canadá
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Brasil
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Noruega
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Gana
Grupo D
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Japão
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Zâmbia
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França
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Venezuela
Grupo E
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Estados Unidos
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Samoa
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Quênia
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China
Grupo F
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Espanha
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México
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Austrália
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Chile
Como chega o Brasil à Copa do Mundo Sub-17?
O Brasil chega ao Marrocos com a responsabilidade de dar sequência a um dos períodos mais consistentes da categoria. Em 2025, a Seleção alcançou pela primeira vez as semifinais da Copa do Mundo Feminina Sub-17 e terminou na quarta colocação, resultado que representa a melhor campanha brasileira na história do torneio. Boa parte daquele elenco, entretanto, está na Seleção sub-20, e Rilany Silva tem a missão de manter o nível competitivo na geração atual.
A classificação para a edição de 2026 foi conquistada com o título do Campeonato Sul-Americano Sub-17, disputado no Paraguai, competição na qual o Brasil chegou ao sexto título continental. O desempenho também colocou em evidência jogadoras que chegam ao Mundial como referências técnicas da equipe, especialmente a meio-campista Gigi Pires, do São Paulo.
Outra jogadora que chega com expectativa é Marcela Bontorim, da Ferroviária, que marcou três vezes em uma mesma partida do Sul-Americano e terá a oportunidade de disputar seu primeiro Mundial da categoria.
A preparação brasileira começou ainda em julho, com um período de treinamentos no CT Dartanhã, em Guararema, no interior de São Paulo, e teve continuidade com novas etapas de observação e desenvolvimento coletivo. Na última fase realizada no Brasil, 28 atletas foram convocadas para atividades na Granja Comary, em Teresópolis, entre 22 de setembro e 4 de outubro, antes da definição do grupo que viajou ao Marrocos.
Já em território marroquino, a comissão técnica concentrou os trabalhos na adaptação às condições locais e no aperfeiçoamento dos comportamentos ofensivos e defensivos, com atenção especial à leitura de partida e à autonomia das atletas para identificar soluções diante de diferentes sistemas de marcação.
“Quando a gente vai para um Mundial enfrentar vários tipos de escola, eu acho que o nosso treino vai na mão disso. Quando elas percebem o partida, qualquer adversário pode ser capaz de ser ferido por nós. E é o que a gente prioriza durante a preparação toda: um ambiente de resolução de problemas, diferentes cenários para que elas pensem o partida”, explicou Rilany Silva, em entrevista divulgada pela CBF.
A treinadora também destacou que a preparação buscou estimular a capacidade das jogadoras de reconhecer os espaços disponíveis e tomar decisões dentro de campo, em uma proposta que valoriza a compreensão coletiva das situações de partida, e não apenas a execução de movimentos previamente determinados.
A lista brasileira passou por uma alteração às vésperas da estreia. A zagueira Emilly de França, da Ferroviária, foi desconvocada depois de apresentar dores na região do púbis durante a preparação, sendo substituída por Yasmim Queiroz.
Brasil estreia contra adversário conhecido
O primeiro compromisso brasileiro será diante do Canadá, adversário que enfrentou nas quartas de final da edição de 2025. Na ocasião, depois de um confronto equilibrado, a Seleção conseguiu a classificação nos pênaltis e avançou às semifinais pela primeira vez.
Para Rilany Silva, entretanto, o reencontro acontecerá diante de uma equipe canadense mais preparada e com características ofensivas que exigirão atenção especial das brasileiras, principalmente pela velocidade das transições e pela capacidade de atacar os espaços.
“O Canadá está muito melhor do que no ano passado, está mais claro sobre as ideias, é uma equipe extremamente competitiva e muito vertical”, avaliou a treinadora.
A seleção canadense é comandada por Jen Herst e tem como um dos principais destaques a meio-campista Gabriela Istocki, capitã da equipe e autora de quatro gols durante as eliminatórias da Concacaf. A jogadora também participou do Mundial de 2025, quando marcou na triunfo por 4 a 1 sobre a Nigéria, e retorna à competição como uma das referências ofensivas do Canadá.
Além das canadenses, o Brasil terá pela frente Gana e Noruega na primeira fase. A seleção africana retorna ao Mundial depois de conquistar a classificação nas eliminatórias continentais, enquanto as norueguesas disputam sua segunda edição consecutiva, após estrearem na competição em 2025.
Veja os jogos do Brasil na fase de grupos
18 de outubro, domingo
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Canadá x Brasil
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Horário: 12h (de Brasília)
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Local: Complexo de Futebol Feminino, campo 1
21 de outubro, quarta-feira
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Gana x Brasil
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Horário: 15h (de Brasília)
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Local: Complexo de Futebol Feminino, campo 3
24 de outubro, sábado
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Brasil x Noruega
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Horário: 12h (de Brasília)
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Local: Complexo de Futebol Feminino, campo 2
Veja todas as campeãs da Copa do Mundo Feminina Sub-17
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2008: Coreia do Norte (Nova Zelândia)
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2010: Coreia do Sul (Trinidad e Tobago)
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2012: França (Azerbaijão)
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2014: Japão (Costa Rica)
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2016: Coreia do Norte (Jordânia)
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2018: Espanha (Uruguai)
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2022: Espanha (Índia)
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2024: Coreia do Norte (República Dominicana)
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2025: Coreia do Norte (Marrocos)
Onde assistir à Copa do Mundo Feminina Sub-17?
A estreia do Brasil contra o Canadá, neste domingo (18), às 12h (de Brasília), terá transmissão ao vivo pelo SporTV, pela CazéTV e pela plataforma FIFA+
Seleção Brasileira convocada para a Copa do Mundo Feminina Sub-17
A lista inicial divulgada por Rilany Silva reuniu 21 jogadoras, com predominância de atletas que atuam em clubes brasileiros, além de representantes do futebol dos Estados Unidos e da Dinamarca. Após a desconvocação de Emilly França, Yasmim Queiroz foi chamada para integrar o elenco.
Goleiras
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Nathalia Borges (Corinthians)
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Isa Dossena (Ferroviária)
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Andressa Macedo (FC Wichita-EUA)
Defensoras
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Andreyna (Ferroviária)
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Kaillany Ranifah (Corinthians)
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Eloisa Feijó (São Paulo)
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Yasmim Queiroz (Ferroviária) – convocada para substituir Emilly França
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Isadora Rech (Internacional)
Meio-campistas
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Sarah Coelho (São Paulo)
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Carol Melo (Corinthians)
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Gigi Pires (São Paulo)
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Pepê (Corinthians)
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Indy Botasso (FC Nordsjælland-Dinamarca)
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Helena Rodrigues (São Paulo)
Atacantes
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Nayane Souza (Ferroviária)
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Laura Dupont (Internacional)
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Letícia Pinho (Flamengo)
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Greise (Ferroviária)
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Sofia Gamonal (São Paulo)
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Marcela Bontorim (Ferroviária)
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Nicolly Manuel (Flamengo)

Rilany Silva, treinadora da Seleção Brasileira Feminina sub-17. (Foto: FABIO SOUZA / CBF)Fabio Souza/CBF/Divulgação
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