Atriz de Ted Lasso revela bastidores do final da 4ª temporada e novo projeto secreto na Netflix



A quarta temporada de Ted Lasso se aproxima do fim no Apple TV e teve várias adições ao elenco, incluindo a atriz Jude Mack, intérprete de Boots, a goleira do equipe feminino do AFC Richmond. Em entrevista a VEJA, a atriz fez um balanço da nova fase da história protagonizada por Ted (Jason Sudeikis), o treinador mais otimista do mundo.

Com a 4ª temporada de Ted Lasso chegando ao fim, o que leva dessa experiência de fazer parte do elenco nesta fase inédita da série? Acho que as amizades que construímos como equipe — e com a Tanya Reynolds, que interpreta a treinadora Alice Chilton — são incrivelmente fortes. Continuamos sendo uma verdadeira gangue, o que é algo muito raro. A gente conhece muitas pessoas legais no nosso trabalho, mas não tantas que você pensa: “Pronto, agora somos amigos de verdade, melhores amigos”. Todo aquele grupo se tornou muito amigo, e isso nunca acontece. É lindo. Com certeza é uma coisa incrível para se levar de um trabalho.

Quando fomos apresentados à Boots, vimos nuances muito específicas da personalidade dela. Como vê o crescimento dela ao longo da temporada em direção a esse ápice no final? Acho que a jornada dela é sobre ir de um individualismo ferozmente protegido para se tornar parte de uma equipe. É sobre aprender a confiar que ela pode fazer parte de um equipe e ser vulnerável o suficiente para isso. É isso que ela precisa aprender — e aprende com o Ted, a Alice e o Beard. Acho que ela estava se podando, de forma subconsciente, sem perceber que estava se impedindo de ser tão boa quanto poderia. No final da série — sem dar spoilers —, ela consegue assumir todo o seu potencial porque percebe que aquela atitude não estava ajudando nem a ela, nem ao equipe. E agora é com isso que ela se importa: em não decepcionar a equipe. Há um outro nível de habilidade e talento que ela podia alcançar, e ela consegue atingir isso. É onde ela chega no final da temporada.

Ted Lasso é uma das séries mais amadas do século XXI. Como sente a recepção dessa base de fãs? Chegou a ler algum feedback específico? Eu não leio essas coisas. Não tenho redes sociais, então não li nada. Mas meus colegas de elenco me dizem que a recepção está sendo ótima, que as pessoas estão gostando e super animadas para ver o equipe feminino. Isso é incrível, porque estávamos nervosas. Obviamente, algumas pessoas ficam irritadas por ser um equipe feminino, mas não há nada que possamos fazer quanto a isso. Sei que isso existe, mas eles me disseram que a recepção geral é muito boa, especialmente vinda dos fãs. Há muito carinho por essas novas personagens, o que é ótimo.

Continua após a publicidade

O que mais aprendeu sobre o universo do futebol feminino nesse processo? Muito futebol! Aprendi a me jogar no chão no frio congelante e a fingir que não tenho medo quando uma bola vem voando na minha direção. Além disso, com certeza aprendi naquele set a realmente confiar nos meus instintos. Acho que isso é algo que o Jason [Sudeikis] incentiva muito: tentar algo e não se preocupar se vai dar certo ou não. Essa é a base da comédia. Se você tenta algo e não funciona, não importa, porque tentamos algo diferente na próxima tomada. Isso me ensinou a confiar na minha intuição e ter confiança nisso, o que é um verdadeiro presente — e é exatamente assim que o Jason trabalha.

Houve alguma relação interpessoal entre as personagens nesta temporada que tenha sido a mais impactante para você como pessoa e como atriz? Bom, nós amamos o Roy [Brett Goldstein] e a Keeley [Juno Temple], claro. Sempre torcemos por eles, amamos uma comédia romântica. Mas eu adorei as cenas entre a Alice e a Gemma [Abbie Hern]. Acho que essa dinâmica de empurra-e-puxa — de alguém que deseja desesperadamente ainda ser jogadora contra alguém que está em dúvida sobre ser jogadora — e como isso afeta ambas… Elas meio que vivem uma dinâmica de mãe e filha ali, porque vivem irritadas uma com a outra, mas no fundo querem a mesma coisa. Acredito que essa relação foi muito bem construída.

Continua após a publicidade

A Boots é essa mulher independente, que sempre teve que cuidar de si mesma, mas agora está nesse grupo aprendendo a trabalhar em equipe. O quanto você é parecida com a Boots nesse aspecto, como pessoa ou colega de equipe? Eu preciso desesperadamente de pessoas ao meu redor! Desde o início, quando estávamos treinando e eu ficava no gol enquanto minhas colegas estavam no campo conversando, eu já gritava: “Gente, sobre o que vocês estão falando? Qual é a fofoca?”. Então eu definitivamente não sou do tipo “lobo solitário”. Preciso estar cercada de pessoas o tempo todo, então essa parte dela parecia bem distante de mim. Mas o fato de que, no fundo, ela quer secretamente essa conexão e comunidade… isso sim é bem parecido comigo. Consegui interpretar o subtexto sendo eu mesma, mas a Boots “cavaleiro solitário” está bem longe de quem eu sou.

Há alguma cena ou fala da Boots que apontaria como a que mais a define? Acho que aquele momento de abertura, quando a conhecemos e ela fala com o Ted, questionando: “Qual é o sentido de viver se você não sente tudo?”. Acho que essa é a base da existência dela. Ela realmente acredita nisso — física, mental e emocionalmente. É como se dissesse: “Temos sorte de estar vivos e precisamos sentir tudo”. É assim que ela funciona. Ela deixa bem claro para o Ted quem ela é logo de cara.

Continua após a publicidade

Se pudesse sugerir qualquer história para a Boots em temporadas futuras, qual seria? O legal é que dá para ir para qualquer lugar, não parece um leque limitado de opções. Sinto que poderíamos ver a Boots em vários cenários, relacionamentos e situações diferentes e pensar: “É, faz sentido para ela, ela faria isso”. As possibilidades são totais e estou animada para ver o que os roteiristas vão criar.

Já que estamos chegando ao fim da temporada, há algo que possa adiantar para os fãs sobre o que esperar do final? Sem dar spoilers, claro, mas alguma pista de como vamos receber esse encerramento? Achei surpreendentemente filosófico. Quer dizer, Ted Lasso costuma ser assim, mas o final da temporada é bem filosófico e existencial, eu diria. Fiquei muito feliz e surpresa com isso. Acho que é tudo o que posso dizer sem me arrumar problemas com a Apple!

Continua após a publicidade

Qual foi o melhor conselho que levou de Ted Lasso nesta temporada? Eu gosto muito de quando o Ted fala sobre como a vergonha é completamente inútil. Aquele discurso é ótimo, e é tão verdade: que perda de tempo sentir vergonha das coisas! Quando estávamos gravando aquela cena, pensei: “Sim, isso é ótimo, eu assino embaixo nessa ideia”. Essa ideia central da temporada foi marcante para mim.

Há algum projeto futuro sobre o qual possa comentar? Bom, estou na Austrália no momento — é bem cedo de manhã aqui. Estou escrevendo uma série de TV que começará a ser gravada aqui em cerca de uma semana. É uma série da Netflix que acho que será anunciada esta semana.

Continua após a publicidade

Publicidade


🔗 Ver fonte

Comentários