Paulistão F sub-13 inicia neste domingo com oito equipes



O futebol feminino paulista passa a contar, a partir deste domingo (27), com uma nova competição de base. A Federação Paulista de Futebol realiza em 2026 a primeira edição do Campeonato Paulista Feminino Sub-13, torneio que nasce com oito clubes e terá todas as partidas concentradas no Estádio do Sesi, em Rio Claro (SP). A disputa vai até 29 de novembro e os jogos serão transmitidos ao vivo e com imagens pelo canal do Paulistão no Youtube.

A criação do Sub-13 amplia a estrutura de competições femininas de base organizadas pela FPF e busca antecipar a entrada das meninas no ambiente competitivo. Em entrevista, Kin Saito, diretora executiva de futebol feminino, destacou que a Federação considera significativo começar uma categoria inédita já com oito participantes e revelou que a expectativa é ampliar esse número em 2027.

“Às vezes a gente brinca que o desafio é levar do zero a um, que é garantir a existência. E a gente está muito pronto para levar do um ao dez, do dez ao cem, e por aí vai”, afirmou, em entrevista à VEJA. Segundo Kin, o planejamento da FPF já considera um crescimento. “Para o ano que vem, a gente já projeta que o Paulista F Sub-13 vai ter 12 equipes.”

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O regulamento classifica oficialmente o torneio como uma competição não profissional, de caráter “educativo, social e de iniciação desportiva”. Cada equipe jogará de seis a sete partidas.

Quem disputa o Paulista Feminino Sub-13?

Os oito participantes foram separados em dois grupos de quatro equipes.

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  • Grupo 1: Corinthians, Grêmio Osasco Audax, São Bento e Sesi Rio Claro. 
  • Grupo 2: Centro Olímpico, Ferroviária, São Paulo e Sfera

De acordo com Kin Saito, a definição dos participantes levou em consideração o processo de desenvolvimento da categoria pelos próprios clubes. A FPF já havia realizado um torneio Sub-13 em 2025, experiência utilizada também para observar a capacidade das equipes de estruturar times nessa faixa etária. A categoria Sub-15 também entrou como um dos critérios para compor a primeira edição.

A dirigente ressaltou ainda a dimensão do futebol feminino Sub-15 no estado. Segundo ela, foram 16 clubes na competição em 2025 e 15 em 2026. Nesse contexto, iniciar o Sub-13 diretamente com oito participantes foi considerado um passo importante para criar uma categoria ainda mais jovem dentro da estrutura estadual.

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equipe de futebol feminino com cerca de 20 meninas e 5 adultos, todos sorrindo e usando uniformes pretos e amarelos, posando em campo gramado com árvores ao fundo
Elenco do São Paulo para a disputa do Paulistão F sub-13. (SPFC/Divulgação)SPFC/Divulgação/Divulgação

Por que os jogos serão em Rio Claro

Diferentemente de um campeonato convencional, os clubes não precisarão viajar pelo estado para exercer seus mandos. Toda a primeira edição será realizada no Estádio do Sesi, em Rio Claro, conforme determina o regulamento. 

A escolha pela sede única, segundo Kin, foi feita para diminuir o impacto operacional sobre os participantes em uma competição que não estava prevista inicialmente no calendário dos clubes. “Para esse primeiro momento, a gente entendeu, assim como em outras experiências com o lançamento do Sub-15, que era importante fazer em sede única”, explicou.

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A decisão foi discutida com os próprios participantes. Segundo a dirigente, os clubes interessados contribuíram para a construção do formato, inclusive para a definição do número de datas e equipes. “Foi uma escolha muito consciente, compartilhada com os clubes. Todas que sinalizaram interesse em participar da competição contribuíram e ali a gente chega a essa tomada de decisão.”

Jovem sorridente com óculos e tiara azul, vestindo uniforme esportivo vinho e mochila, com crachá pendurado no pescoço, dentro de um ônibus
Ferroviária disputa o Paulistão F sub-13. (Foto: Rafael Zocco/Ferroviária)Rafael Zocco/Ferroviária/Divulgação
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Como funciona o campeonato

Na primeira fase, cada equipe enfrenta uma vez os outros três integrantes de seu grupo. Os primeiros colocados de cada chave avançam para a decisão do título, disputada em partida único.

Mas a competição não termina para quem ficar fora da decisão. Segundos, terceiros e quartos colocados também disputam partidas na data da fase final contra a equipe que terminou na mesma posição no outro grupo. Assim, o torneio estabelece também as demais colocações.

Há ainda uma particularidade importante na primeira fase: todas as partidas terão disputa de pênaltis, independentemente do resultado no tempo regulamentar. O vencedor das cobranças recebe um ponto adicional ao conquistado durante o partida.

Quem pode jogar?

O Paulista Sub-13 será destinado a jogadoras nascidas em 2013, 2014 e 2015. Os clubes podem registrar número ilimitado de atletas na competição, e cada equipe será formada por 11 titulares e até 11 reservas. 

O regulamento também estabelece mecanismos para garantir que todas tenham espaço em campo. Cada atleta relacionada na súmula deverá obrigatoriamente participar do partida por pelo menos 15 minutos.

No primeiro tempo atuam as titulares e não são permitidas substituições, salvo por questões médicas. No segundo, entram as reservas, também sem alterações fora das exceções médicas. Somente no terceiro período a escalação passa a ser livre e as substituições são ilimitadas

equipe de futebol feminino do Corinthians, com cerca de 15 jogadoras jovens e uma técnica, comemorando a triunfo no Torneio Paulista Feminino S-13. Elas vestem uniformes brancos e pretos, exibem medalhas no pescoço e erguem uma taça dourada, sorrindo e gritando de alegria em um pódio roxo com o logo da Petrobras
Corinthians foi campeão do torneio sub-13 em 2025. (Foto: RODRIGO CORSI / AG. PAULISTÃO)RODRIGO CORSI / AG. PAULISTÃO/Divulgação

Jogos terão três tempos de 15 minutos

Outra adaptação importante está na duração das partidas. Em vez dos tradicionais dois tempos, os confrontos terão 45 minutos divididos em três períodos de 15, separados por dois intervalos de cinco minutos.

As regras reforçam o caráter de formação previsto pela FPF. O próprio documento utiliza a expressão “atletas educandas” e determina, por exemplo, que todas as jogadoras e a arbitragem se reúnam no círculo central depois das partidas para um protocolo de cumprimentos.

Por se tratar de atletas menores de 14 anos, o regulamento também prevê tratamento disciplinar específico. As jogadoras são consideradas desportivamente inimputáveis e ficam sujeitas a orientação de caráter pedagógico. Em caso de infração, existe a possibilidade de substituição disciplinar, e a atleta retirada dessa maneira não pode retornar ao partida e fica fora da partida seguinte. 

equipe de futebol feminino com 20 jogadoras, algumas em pé e outras sentadas em um banco de madeira, no gramado de um campo. Elas vestem uniformes de manga curta, pretos com detalhes vermelhos ou rosa choque, e meias esportivas. Ao fundo, árvores e céu azul claro
Sesi-SP disputa o Paulistão F sub-13.Sesi-SP/Divulgação
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