Ibovespa sobe 0,82% no último pregão de setembro, com juros e cenário fiscal no radar



O Ibovespa opera em alta nesta quarta-feira, 30, último pregão de setembro. Por volta das 11h, o principal índice da Bolsa brasileira avançava 0,82%, aos 185 331 pontos, em uma sessão marcada pela divulgação dos dados fiscais brasileiros e pelas expectativas para os juros no Brasil e nos Estados Unidos.

O movimento ocorre depois de o índice encerrar a terça-feira em alta de 0,46%, aos 183.827,59 pontos, interrompendo uma sequência de quatro quedas. Na sessão anterior, a redução da pressão sobre os juros futuros e o desempenho de bancos ajudaram a sustentar a Bolsa.

Nesta quarta, o mercado também digere os dados das contas públicas divulgados pelo Banco Central. A Dívida Bruta do Governo Geral atingiu 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), ou 11,1 trilhões de reais, em agosto, com aumento de 0,3 ponto percentual no mês. A trajetória fiscal é acompanhada de perto pelos investidores por seus efeitos sobre a percepção de risco e a curva de juros.

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Para Gustavo Assis, CEO da Asset, setembro foi marcado por uma mudança gradual na percepção dos investidores sobre os ativos brasileiros. Segundo ele, as expectativas em torno da continuidade da redução dos juros e o fluxo para mercados emergentes ajudaram a sustentar o índice ao longo do período. “Uma percepção de deterioração fiscal tende a elevar os juros futuros, pressionando empresas dependentes de crédito e reduzindo o apetite por risco”, afirma Assis. Para o gestor, uma sinalização de maior controle das contas públicas pode produzir o movimento contrário, reduzindo o prêmio de risco dos ativos brasileiros.

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O cenário externo também permanece no radar. Nesta manhã, o dólar recuava diante do real, enquanto investidores acompanhavam indicadores da economia americana e os preços do petróleo. Fábio Murad, consultor da Wiser Asset, também atribui parte do desempenho de setembro à perspectiva de flexibilização monetária. “O movimento de setembro foi construído principalmente sobre a expectativa de juros menores e uma melhora marginal do ambiente internacional”, afirma.

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Para outubro, os investidores devem continuar atentos à trajetória dos juros internacionais, aos indicadores de inflação e às contas públicas brasileiras. O cenário eleitoral também tende a permanecer entre os fatores acompanhados pelo mercado, especialmente por seus possíveis efeitos sobre as expectativas para a política econômica e fiscal nos próximos anos.

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