CGU aponta falhas em contrato milionário do Ministério do Trabalho destinado aos Yanomami



Um relatório da CGU mapeou, em detalhes, um esquema no Ministério do Trabalho, do petista Luiz Marinho, feito para desviar verbas destinadas ao socorro aos índios Yanomami, na Amazônia. O negócio de 20 milhões de reais envolvia uma entidade sindical ligada ao petismo no ABC Paulista.

A CGU descobriu que o governo Lula liberou de uma só vez, num processo cheio de ilegalidades, a verba de 20 milhões para que uma ONG do ABC Paulista atuasse na Terra Yanomami.

De dez contratos, oito foram assinados com empresas abertas por integrantes da própria ONG, diz a CGU. O golpe foi interrompido quando cerca de 190 000 reais já haviam sido gastos sem qualquer prestação de serviço. O MPF investiga a companheirada.

“Foram identificadas inconsistências no processo seletivo das entidades, limitações na demonstração da experiência e capacidade técnico-operacional, lacunas na comprovação da compatibilidade de custos, indicativos de comprometimento da impessoalidade nas contratações, além de desconformidades na execução orçamentária e financeira e de descompasso entre desembolsos e a execução do objeto”, diz o relatório.

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Para os auditores, “tais situações elevam o risco de inexecução ou execução inadequada das ações, assim como de que os resultados obtidos não correspondam, de forma passível de validação, ao que foi pactuado”.

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