Renan Santos chama Moro de ‘rato’; senador rebate: ‘ofensas imaturas para lacrar na internet’



Em um congresso do partido Missão no Paraná, neste sábado, 8, o candidato à Presidência da República Renan Santos ofendeu o senador Sergio Moro, que é postulante ao cargo de governador daquele Estado nas eleições deste ano. Santos afirmou que “Moro político é um rato, um fraco e um derrotado”. Em resposta, o ex-juiz da Lava-Jato afirmou a VEJA “não responder ofensas imaturas de quem quer apenas lacrar na internet (leia a íntegra abaixo).

Santos se dirigiu a Moro, líder nas pesquisas na busca pelo Poder Executivo do Paraná, depois de o ex-magistrado se unir em torno de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa nacional. “Eu gostava do juiz da Lava-Jato Sergio Moro. Pouquíssimas críticas ao juiz da Lava-Jato, Sergio Moro (…) O Moro passou pelo mesmo drama que a gente. Ele viveu a destruição do petismo, não apenas diante dos olhos dele, mas nas mãos dele. Esteve nas nossas mãos a organização das maiores manifestações da história do Brasil, que derrubaram Dilma Rousseff. Esteve na mão dele a caneta que prendeu o Lula”, afirmou.

Santos afirmou na sequência, as trajetórias posteriormente se cruzaram diante da ascensão política de Jair Bolsonaro. O candidato do partido Missão argumentou que as escolhas feitas por Moro a partir daquele momento representam um afastamento dos princípios que, em sua avaliação, marcaram a atuação do então juiz. Questionado por VEJA, Moro afirmou que seu histórico é maior que o currículo dos que o ofendem. “Comandei a Lava-Jato, prendi o Lula e isolei as lideranças do PCC em presídios federais de segurança máxima. Muito mais do que os ofensores jamais fizeram”, afirmou o parlamentar.

O senador Moro lidera a disputa pelo governo do Paraná com até 21 pontos de vantagem no primeiro turno, segundo a pesquisa Genial/Quaest publicada no dia 27 de julho. Conforme o levantamento, em três cenários simulados, Sergio Moro oscila de 39% a 40% das intenções de voto na primeira rodada da eleição. O deputado estadual Requião Filho (PDT) aparece em segundo lugar em duas sondagens, variando de 19% a 24% do eleitorado, e empata em uma terceira hipótese com o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca (MDB).

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