
Um dos nomes citados no inquérito da PF obtido com exclusividade por VEJA que investiga Lulinha por suspeitas de praticar tráfico de influência no governo do pai é Swedenberger Barbosa, homem de confiança de Lula, quadro histórico do PT e atualmente funcionário do gabinete pessoal da Presidência da República.
Além de ter sido deputado federal, Berger, como é conhecido, passou por cargos de alto escalão dos governos do PT. Em 2022, ele integrou a equipe de transição no primeiro mandato de Lula e foi braço direito de José Dirceu na Casa Civil. Ele também teve passagens pelos Correios.
Barbosa é mencionado em uma série de mensagens trocadas pela empresária e lobista Roberta Luchsinger com interlocutores – alguns muito influentes, como o filho mais velho do presidente Lula – anexadas ao inquérito.
Os dois, que são amigos, atuavam em parceria com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o Careca do INSS, para prospectar um negócio bilionário voltado à fabricação e venda de medicamentos à base de canabidiol. É nesse contexto que surge o nome de Swedenberger Barbosa. Na época, Berger era o número 2 no Ministério da Saúde, pasta responsável pelo trâmite de propostas defendidas pelo Careca do INSS e o filho do presidente. O grupo, segundo a polícia, precisava de acesso ao ministério.
Pressionada por Antunes, dono de um projeto ambicioso e bilionário para produzir e vender medicamentos ao governo, Roberta tenta, com ajuda de Lulinha, agendar uma reunião com Berger a fim de agilizar esses trâmites na pasta. Pelas mensagens, a PF indica que a empresária vinha tendo dificuldades para marcar essa reunião.
O encontro só aconteceu graças à interferência de Lulinha. “Pousei. Vou lá no Berger”, afirmou Roberta para o filho do presidente em um diálogo anexado ao inquérito datado de 6 de março de 2024. “Que ótimo. Vai com tudo. Manda bjo (beijo) pro Berge e fala que não fui pq vc não chamou”, ironiza Lulinha.
🔗 Ver fonte
Comentários
Postar um comentário