
O ministro André Mendonça propôs nesta terça-feira (25) que o Tribunal Superior Eleitoral discuta uma tese que flexibilize a proibição da Corte para uso de deepfake nas eleições. Para o ministro, deepfake deve ser considerada apenas quando o uso sintético do áudio e vídeo apresente grau de realismo ou verossimilhança objetivamente apto a produzir falsa percepção de autenticidade. Ou seja, que consiga enganar o eleitor a ponto de representar que se trata de um registro autêntico. Na avaliação do ministro, é preciso diferenciar a deepfake de outras formas da inteligência artificial. 🔎"Deepfake" é uma técnica que permite alterar um vídeo ou foto com ajuda de inteligência artificial (IA). Com ele, por exemplo, o rosto da pessoa que está em cena pode ser trocado pelo de outra; ou aquilo que a pessoa fala pode ser modificado. A proposta de tese do ministro foi apresentada numa decisão que atendeu a um pedido da campanha do presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro, determinando a retirada de um vídeo produzido com inteligência artificial, que associa o senador ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso preventivamente na operação Compliance Zero, com suposto acerto financeiro e recebimento do esquema de rachadinha. Ministro André Mendonça. Luiz Roberto/TSE
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