
O Ibovespa teve desvalorização de 1,73% nesta sexta-feira, 7, recuando para os 172,5 mil pontos. Na semana, o índice fechou em queda próxima de 3%, impactado principalmente pelo comunicado do Copom em relação à política monetária, que ainda trouxe dúvidas sobre a continuidade do ciclo de cortes, e a volta das tensões no Oriente Médio, que devolveu prêmio de risco às curvas de juros.
“Some-se a isso a saída de fluxo estrangeiro, que voltou a migrar para ativos de tecnologia, e o resultado foi um Ibovespa que não conseguiu acompanhar a melhora externa proporcionada pelo payroll mais fraco”, explica Bruna Sene, analista de Renda Variável da Rico. O relatório oficial sobre o mercado de trabalho americano indicou que a economia do país eliminou 23 mil empregos fora do setor agrícola, enquanto analistas consultados pelo mercado esperavam a abertura de aproximadamente 80 mil vagas.
Entre as ações de peso no principal índice da B3, os bancos o acompanharam e operaram no negativo. O Itaú (ITUB4) liderou as perdas, com baixa de 2,58%, seguido pelo Bradesco (BBDC4), que recuou 2,20%. O Banco do Brasil (BBAS3) caiu 1,08%, enquanto o Santander (SANB11) encerrou no zero-a-zero.
O dólar, por sua vez, encerrou em baixa, cotado a 5,08 reais, refletindo o “cabo de guerra” entre os fatores internos e externos. “O diferencial de juros entre Brasil e EUA ajuda a sustentar o fluxo de dólares para cá, atuando como uma âncora que limita uma desvalorização mais expressiva do real no encerramento desta semana”, diz Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad.
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