Gerentes de banco são condenados a oito anos de prisão por golpe milionário



O juiz da 4ª Vara Criminal de São José do Rio Preto, Lucas Eduardo Steinle Camargo, condenou quatro integrantes de uma quadrilha — entre eles dois ex-gerentes do Banco Santander — a oito anos e dois meses de prisão no regime inicial fechado por aplicarem um golpe milionário contra uma médica que atua na cidade do interior paulista. Eles também devem restituir o banco em 1,2 milhão de reais.

De acordo com a sentença, a vítima recebeu ligações do bando criminoso e foi convencida a transferir pouco mais de 1 milhão de reais para uma conta apontada pelo grupo. Eles mentiram para a vítima ao afirmarem que havia uma investigação da Polícia Federal em andamento para apurar crimes contra correntistas da instituição bancária e as transferências eram necessárias para evitar “hackeamento”.

A ação criminosa ocorreu em agosto de 2024. Foram condenados Luiz Fernando Vieira da Silva, Caio César Moreira, ambos ex-gerentes do banco Santander, Evandro Santos de Queiroz e Igor Castilho da Cruz. Cabe recurso contra a decisão. Existem outras pessoas sendo investigadas em ação separada. De acordo com o juiz Camargo, segundo depoimento de um dos investigados na ação paralela, “quem selecionou a médica para aplicarem o golpe foi Evandro e ele tinha que arrumar uma conta para receber o alto valor e possibilitar as movimentações com os gerentes réus”, citou.

Esdras Lopes da Silva, então, indicou a conta da JR Display, em nome de seu irmão Jesse Lopes da Silva. “Além deles, como mencionado, a organização contava com Igor, que contribuía de modo determinante para a execução dos golpes, fazendo uma espécie de ponte entre os nomes mais proeminentes da organização e quem executava o núcleo do tipo penal, ou seja, quem de fato mantinha contato telefônico com as vítimas para induzi-las em erro e obterem a vantagem ilícita”.

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De acordo com o magistrado, os dois ex-gerentes do banco “eram responsáveis pela imediata liberação do valor obtido ilicitamente, para dificultar a recuperação, e receberam, para tanto, a quantia de 100 000 reais”.

O espaço está aberto para manifestação das defesas.

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