Preços de ingressos da final da Copa geram revolta do centroavante espanhol Borja Iglesias



A final da Copa do Mundo de 2026, entre Espanha e Argentina, tinha tudo para ser a maior festa do futebol mundial. Para o atacante espanhol Borja Iglesias, porém, o que se viu foi “uma vergonha”. Dias antes da bola rolar no MetLife Stadium, em Nova Jersey, o jogador foi às redes sociais denunciar os valores praticados no mercado de revenda de ingressos. Segundo a imagem que compartilhou, as entradas mais em conta já ultrapassavam 47 mil reais (9.309 dólares), enquanto os assentos VIP chegavam a impressionantes 252 mil reais (49.384 dólares).

A polêmica ganhou força quando Iglesias publicou, em seus Stories no Instagram, o mapa de assentos disponibilizado pela plataforma de revenda SeatGeek, evidenciando a disparidade entre os valores cobrados. Para dimensionar o absurdo, o preço do ingresso mais caro citado pelo atleta seria suficiente para comprar até três carros populares novos no Brasil.

A final da Copa do Mundo de 2026, entre Espanha e Argentina, tinha tudo para ser a maior festa do futebol mundial. Para o atacante espanhol Borja Iglesias, porém, o que se viu foi “uma vergonha”. Dias antes da bola rolar no MetLife Stadium, em Nova Jersey, o jogador foi às redes sociais denunciar os valores praticados no mercado de revenda de ingressos. Segundo a imagem que compartilhou, as entradas mais em conta já ultrapassavam R$ 47 mil (US$ 9.309), enquanto os assentos VIP chegavam a impressionantes R$ 252 mil (US$ 49.384). O desabafo expõe uma realidade incômoda: a elitização do maior evento do esporte transformou a decisão em um produto de luxo, cada vez mais distante do torcedor comum.

A polêmica ganhou força quando Iglesias publicou, em seus Stories no Instagram, o mapa de assentos disponibilizado pela plataforma de revenda SeatGeek, evidenciando a disparidade entre os valores cobrados. Para dimensionar o absurdo, o preço do ingresso mais caro citado pelo atleta seria suficiente para comprar até três carros populares 0km no Brasil. Sem se esquivar de temas delicados, o centroavante também ironizou o protocolo da premiação em entrevista à revista Panenka. Ao ser questionado sobre a possibilidade de cumprimentar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Iglesias respondeu com humor: “Não quero ir para a prisão!”, dizendo torcer para que o momento passe rápido e não vire motivo de polêmica.

A escalada nos preços tem explicação na altíssima procura por um duelo entre a atual campeã mundial e a seleção espanhola, mas também na lógica econômica adotada pela Fifa. Trata-se do modelo de “precificação dinâmica”, que faz os valores oscilarem conforme a demanda, em esquema parecido ao usado por companhias aéreas. No mercado paralelo, os valores bateram recordes e transformaram a final em um dos eventos esportivos mais caros da história dos Estados Unidos, superando até mesmo os patamares registrados em edições do Super Bowl.

O resultado dessa comercialização extrema é a exclusão do torcedor de verdade das arquibancadas. A crítica de Iglesias não ficou isolada: o presidente da Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Rafael Louzán, também classificou o cenário como “inaceitável”. Segundo o dirigente, torcedores de classe média e baixa são os mais prejudicados, já que, além do valor dos ingressos, ainda precisam bancar gastos elevados com passagens aéreas e hospedagem, muito acima de qualquer orçamento razoável.

A final da Copa do Mundo de 2026 deve entrar para a história pelo espetáculo dentro de campo. Mas também deixará o alerta levantado por Borja Iglesias: o encarecimento abusivo dos ingressos converteu as arquibancadas do maior palco do futebol em um espaço reservado a pouquíssimos privilegiados.

A escalada nos preços tem explicação na altíssima procura por um duelo entre a atual campeã mundial e a seleção espanhola, mas também na lógica econômica adotada pela Fifa. Trata-se do modelo de “precificação dinâmica”, que faz os valores oscilarem conforme a demanda, em esquema parecido ao usado por companhias aéreas. No mercado paralelo, os valores bateram recordes e transformaram a final em um dos eventos esportivos mais caros da história dos Estados Unidos, superando até mesmo os patamares registrados em edições do Super Bowl.

O resultado dessa comercialização extrema é a exclusão do torcedor de verdade das arquibancadas. A crítica de Iglesias não ficou isolada: o presidente da Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Rafael Louzán, também classificou o cenário como “inaceitável”. Segundo o dirigente, torcedores de classe média e baixa são os mais prejudicados, já que, além do valor dos ingressos, ainda precisam bancar gastos elevados com passagens aéreas e hospedagem, muito acima de qualquer orçamento razoável.

A final da Copa do Mundo de 2026 deve entrar para a história pelo espetáculo dentro de campo. Mas também deixará o alerta levantado por Borja Iglesias: o encarecimento abusivo dos ingressos converteu as arquibancadas do maior palco do futebol em um espaço reservado a pouquíssimos privilegiados.

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