
O presidente Lula tem usado o Palácio da Alvorada para realizar reuniões de organização de pré-campanha.
Os encontros, articulados pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, envolvem entre quinze a vinte pessoas e ocorrem geralmente às terças-feiras.
O uso da estrutura do governo para esse tipo de reunião é visto com reservas por aliados, que consideram o melhor caminho para Lula o PT se as conversas eleitorais se dessem num comitê próprio para isso.
É fato, porém, que as eleições passadas banalizaram essas regras, já que Jair Bolsonaro usou e abusou dos palácios para organizar a própria campanha à reeleição.
Numa das últimas reuniões de pré-campanha no palácio, por exemplo, Lula teve que arbitrar uma disputa no PT. Segundo aliados, o setor jurídico da campanha virou alvo de uma guerra tão grande entre alas petistas — cada ala defende um escritório de advocacia — que coube ao próprio presidente afirmar a todos, numa conversa, que ele fazia questão de ter em seu equipe o advogado Marco Aurélio de Carvalho.
Carvalho é advogado de Lulinha nas enroladas investigações do INSS e tem feito um trabalho para conseguir evitar que o caso respingue no Planalto. Ele também é amigo de longa data do presidente, inclusive nos tempos em que Lula ainda residia em São Paulo, num casarão alugado. A influência do advogado será, portanto, determinante nos rumos da estratégia de campanha.
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