A Coreia do Sul estreou na Copa do Mundo de 2026 com uma vitória impactante sobre a seleção da Tchéquia. Com gols de Hwang In-beom e Hyeon-gyu Oh, a seleção coreana virou a partida depois de levar um gol aos 14 minutos do segundo tempo. Mas, desde o triunfo impressionante dos coreanos, a equipe perdeu os outros dois jogos da fase de grupos e deu adeus à competição.
A repercussão da eliminação da seleção coreana surpreendeu ao mundo inteiro, principalmente pela revolta da torcida e pelas ameaças de morte constantes que o agora ex-treinador Hong Myung-bo recebeu.
O técnico pediu demissão do cargo depois das duras críticas dadas pelo presidente sul-coreano, Jae-Myung Lee, que chamou o ex-jogador de incompetente e questionou a decisão de torná-lo treinador da seleção em 2024.
“Eu sinto não apenas confusão, mas também perplexidade com esse resultado inesperado. No fim das contas, o ditado ‘a escolha das pessoas é o princípio de todas as coisas’ foi provado mais uma vez. Se valoriza-se mais os aliados do que a competência e seleciona-se uma pessoa incompetente como comandante, o resultado é óbvio”, declarou o presidente em suas redes sociais.
Em sua chegada ao Aeroporto Internacional de Incheon, Hong Myung-bo teve uma escolta especial da polícia sul-coreana, que já previa o ambiente turbulento durante o desembarque do ex-treinador, que recebeu diversas vaias e xingamentos de torcedores que o aguardavam.
O esquema de segurança do aeroporto foi reforçado com mais de 100 agentes depois das diversas ameaças de morte que circularam pelas redes sociais, de acordo com o jornal Korea JoongAng. “Vou assumir a responsabilidade e matar Hong Myung-bo”, escreveu um internauta, que se dizia um cidadão estadunidense de 41 anos.
A indignação pública não parou por aí: diversos bares, restaurantes, cafés e lojas de conveniência do país colocaram faixas em suas vitrines proibindo a entrada do ex-técnico nos estabelecimentos. “Hong Myung-bo não tem permissão para entrar” ou “entrada recusada”, foram algumas das mensagens endereçadas ao coreano.
“Sempre que há resultados assim, cada um pode ter a sua própria opinião. Mas, em um palco mundial como este, acho que o resultado é realmente responsabilidade do treinador. No fim das contas, tudo cai nas minhas mãos. Nada mais, nada menos”, afirmou Myung-bo, em entrevista coletiva depois da derrota contra a África do Sul.
A polêmica da eliminação coreana também reacendeu os questionamentos sobre a sua volta ao cargo de treinador da seleção em 2024, depois de assumir o comando da equipe entre 2013 e 2014. Na época, a imprensa do país apontou a escolha como um favorecimento por parte da Associação de Futebol da Coreia do Sul (KFA).
“O fato de ser possível uma escolha descuidada que não distingue o público do privado e prioriza o interesse pessoal sobre o interesse público se deve à impossibilidade ou dificuldade de monitorar, fiscalizar e responsabilizar os detentores do poder de nomeação”, declarou o presidente Jae-Myung Lee, ainda na postagem que criticou o ex-jogador.
No momento, a polícia coreana investiga cerca de oito denúncias que apontariam irregularidades na indicação de Myung-bo ao posto.
Veja também:
Todas as notícias da Gazeta Esportiva
Canal da Gazeta Esportiva no YouTube
Siga a Gazeta Esportiva no Instagram
Participe do canal da Gazeta Esportiva no WhatsApp
O post Técnico da Coreia do Sul é criticado por presidente, ameaçado e até barrado em lojas apareceu primeiro em Gazeta Esportiva.
from Gazeta Esportiva https://ift.tt/E2S7YBT
via IFTTT
Comentários
Postar um comentário