EUA expandem bombardeios; Irã denuncia ‘atos bárbaros’ e ataca países do Golfo



Estados Unidos e Irã prosseguiram com os ataques nesta quinta-feira, 16, e não há sinais de trégua para o conflito no Oriente Médio, após uma semana de retomada dos bombardeios.

O Exército americano concluiu na quarta-feira “uma série de ataques noturnos contra o Irã”, informou um comunicado militar, que citou ações contra alvos militares na cidade portuária de Bandar Abbas, no sul, para “reduzir a capacidade do Irã de ameaçar marinheiros inocentes” no Estreito de Ormuz.

Uma primeira série de ataques foi lançada durante a manhã, quando as forças americanas atingiram “locais de defesa costeira na ilha de Grande Tumb”, segundo o Centcom, comando militar responsável pelo Oriente Médio.

No quinto dia de trocas de disparos, os Estados Unidos ampliaram seus alvos: a mídia estatal iraniana reportou explosões em várias cidades do norte, sul e oeste, bem como nos arredores de Teerã. O sistema de defesa aérea foi acionado nesta quinta-feira na capital. Até então, o fogo havia se concentrado mais no sul.

“Ataques bárbaros”

Explosões foram ouvidas nas cidades de Bandar Abbas, Rask e na ilha de Qeshm, informou a imprensa estatal iraniana. Um hospital em Ahvaz, no sudoeste do país, foi esvaziado após os ataques americanos na região e os pacientes foram transferidos para outros centros médicos, incluindo 211 que faziam quimioterapia, segundo autoridades iranianas.

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O bombardeio ao instituto de tratamento de câncer infantil foi um “ataque bárbaro, que remete às atrocidades de Israel contra instalações de saúde, causou grave sofrimento e ansiedade às crianças hospitalizadas”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei. “Isso constitui um crime de guerra covarde contra os seres humanos mais inocentes: crianças que lutam bravamente por suas vidas.”

Mais de 30 civis morreram desde a retomada dos confrontos, segundo o governo iraniano.

Revide

Os confrontos foram retomados em 7 de julho após uma série de ataques contra navios no Estreito de Ormuz, atribuídos ao Irã, abalando uma trégua alcançada entre os dois países em abril. Apesar da tensão, o presidente americano, Donald Trump, celebrou o “gesto de boa vontade” de Teerã ao anunciar a libertação de um cidadão americano detido, segundo ele, desde 2024 no Irã.

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Por sua vez, o Exército iraniano anunciou nesta quinta que lançou ataques com drones contra bases americanas no Kuwait e no Bahrein, segundo a televisão estatal. Entre os alvos estavam “sistemas de radares e um sistema Patriot de defesa aérea na base aérea Ali Al Salem”, no Kuwait, assim como instalações militares americanas na base aérea Sheikh Isa, no Bahrein, segundo a emissora IRIB.

O Exército da Jordânia afirmou nesta quinta-feira que interceptou oito mísseis lançados pelo Irã contra seu território, depois que a Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico iraniano, anunciou um ataque contra uma base americana lá. Também foram relatados ataques contra o Curdistão iraquiano.

Ameaça

Além disso, a república islâmica prometeu que o Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o trânsito de petróleo, permanecerá fechado até o fim das “agressões” americanas.

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Até o momento, os bombardeios iranianos não atingiram as instalações de petróleo e gás das monarquias do Golfo. O regime dos aiatolás alertou, porém, que retaliaria caso sua própria infraestrutura energética fosse atacada, após uma ameaça de Trump. O presidente americano declarou na terça-feira que atacaria as usinas elétricas e as pontes do Irã na próxima semana se as autoridades do país não retomarem as negociações.

“Toda a infraestrutura da região (Golfo Pérsico) será destruída”, prometeu Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do quartel-general central das forças armadas iranianas Khatam al-Anbiya.

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