Volkswagen planeja cortar até 100 mil empregos, diz revista alemã



A Volkswagen planeja ampliar seu programa de demissões e pode cortar até 100 mil empregos em todo o mundo, segundo informações publicadas pela revista alemã Manager Magazin e repercutidas pela Bloomberg e pelo Financial Times. Se confirmado, o plano representaria a eliminação de quase um em cada seis postos de trabalho da montadora, que emprega cerca de 625 mil pessoas globalmente.

A proposta teria sido apresentada pelo CEO Oliver Blume ao conselho de administração nesta semana e prevê também o fechamento de quatro fábricas na Alemanha: três unidades da marca Volkswagen, em Emden, Zwickau e Hanover, e uma da Audi, em Neckarsulm. A montadora não informou se as operações no Brasil poderiam ser afetadas.

A reestruturação amplia um plano já anunciado pela Volkswagen, que previa a eliminação de 50 mil empregos na Alemanha até 2030. A nova rodada poderia acrescentar outros 50 mil cortes, em meio à tentativa da companhia de reduzir custos e recuperar competitividade diante do avanço das montadoras chinesas, da pressão sobre o mercado europeu e das tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Segundo a Bloomberg, a estratégia de Blume também inclui reduzir despesas administrativas em 11 bilhões de euros até o fim da década e tornar o grupo mais enxuto. A Volkswagen afirmou que passa por uma “profunda mudança”, mas evitou comentar os detalhes da reportagem. A empresa afirmou que o plano será discutido pelos órgãos competentes de governança.

Sindicatos alemães já reagiram contra a possibilidade de novos cortes. Em comunicado conjunto, representantes dos trabalhadores e o sindicato IG Metall afirmaram que irão se opor às medidas “com todas as forças” caso elas avancem.

Com informações da Bloomberg, do Financial Times e da Manager Magazin

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