
*Por Santiago Martínez, de Caracas, Venezuela
Quase 72 horas após o duplo terremoto que atingiu a Venezuela na última quarta-feira, 24, o país contabiliza cerca de 1.000 mortos, mais de 3.000 feridos e um número ainda indeterminado de desaparecidos. Muitas das vítimas seguem sob os escombros das áreas devastadas, informam autoridades locais.
Equipes de resgate enviadas por Espanha, Suíça, Colômbia, México, Equador e outros países, incluindo os Estados Unidos, já atuam nas regiões afetadas.
Neste sábado, 24, o Brasil envia o segundo voo da Força Aérea Brasileira (FAB) ao país. O auxílio inclui um hospital de campanha da Marinha e cem purificadores de água com painel solar, que têm a capacidade de tratar 5.000 litros por dia. Além disso, mais 48 militares também estarão a bordo. O primeiro voo saiu de São Paulo, na sexta, 26, com 44 militares e 12 toneladas de equipamentos.
Nas próximas horas, os esforços estarão concentrados na busca por sobreviventes que não conseguiram deixar suas casas antes do colapso das estruturas.
A presidente interina, Delcy Rodríguez, afirmou que a prioridade do governo e das forças de segurança é retirar com vida as pessoas que permanecem presas sob os escombros.
“O resgate das pessoas que ainda estão vivas é a nossa prioridade, tanto para os socorristas venezuelanos quanto para as equipes de proteção civil e demais forças que atuam nesta tragédia”, declarou a mandatária.
Segundo Rodríguez, o terremoto atingiu sete estados venezuelanos, mas o mais afetado continua sendo La Guaira, no norte do país. A presidente interina informou que mais de 50% do fornecimento de energia elétrica já foi restabelecido no estado e que as equipes agora trabalham para recuperar o abastecimento de água potável.
Ela também anunciou que outros dez países devem chegar à Venezuela nas próximas horas com ajuda humanitária para reforçar as operações de resgate e assistência às vítimas, em uma ação coordenada e ininterrupta.
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