Tarcísio x Haddad: por que a eleição em SP ficou mais próxima de ser decidida no 1º turno



A eleição para governador em São Paulo ficou mais próxima de ser decidida no primeiro turno depois que dois pré-candidatos, Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB), anunciaram no último final de semana que estavam desistindo de tentar o Palácio dos Bandeirantes.

Com a saída dos dois do páreo, a disputa no primeiro turno deve ficar resumida basicamente ao enfrentamento entre o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), o que aumenta a possibilidade de a eleição ser liquidada sem a necessidade de uma segunda rodada de votação.

Tarcísio é, por enquanto, o favorito. Segundo o último levantamento do instituto Paraná Pesquisas, divulgado na semana passada, o governador tem 45,6% das intenções de voto contra 34,1% do ex-ministro (veja quadro abaixo).

Paulo Serra, que é ex-prefeito de Santo André, na região metropolitana de São Paulo, e presidente estadual do PSDB, aparecia com 4,6% das intenções de voto.  No domingo, 21, ele anunciou que irá tentar uma vaga de deputado federal. “Quero levar para o Congresso Nacional aquilo que aprendemos e colocamos em prática ao longo dos últimos anos: planejamento, responsabilidade fiscal, inovação, eficiência administrativa e, acima de tudo, compromisso com as pessoas”, afirmou.

Já Kim Kataguiri, que aparecia na pesquisa com 3,0% das intenções de voto, afirmou que vai tentar a reeleição para deputado federal — está no seu segundo mandato –, mas não só: quer ser uma espécie de “superministro” em um eventual governo presidencial de Renan Santos, candidato de seu partido ao Palácio do Planalto. A ideia, segundo ele, é que comande uma pasta que vai atuar na “reforma do estado”. Renan Santos, no entanto, tem apenas 3% das intenções de voto, segundo o último Datafolha, divulgado no final de semana.

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Eleição em São Paulo - cenário de primeiro turno

Eleição em São Paulo – cenário de primeiro turno

As duas desistências podem ajudar Tarcísio porque ambos eram pré-candidatos mais identificados com o eleitorado de centro-direita e direita e distantes do petismo representado por Haddad. O governador, que tem o apoio de quase dez partidos a sua reeleição, deve tentar atrair PSDB e Missão também para a sua coligação.

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Segundo o Paraná Pesquisas, em caso de um embate direto entre Tarcísio e Haddad em um eventual segundo turno, o governador teria 51,4% das intenções de voto contra 37,9% do ex-ministro. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

Sobre a pesquisa

O levantamento do instituto Paraná Pesquisas ouviu 1.600 eleitores em oitenta municípios do estado.

 

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