Ex-capitão escocês relembra jogo contra o Brasil na Copa de 82: “Foi como puxar o rabo do tigre”



A partida o Brasil desta quarta-feira, 24, contra a Escócia trouxe de volta à tona uma antiga história, nunca confirmada, sobre o dia em que estas mesmas seleções se enfrentaram na mítica Copa do Mundo de 1982 na Espanha.

Reza a lenda que quando os dois times estavam enfileirados no túnel que sai dos vestiários, prestes a subir para o gramado, o árbitro costa-riquenho Luis Paulino Siles chamou os dois capitães, Sócrates e Graeme Souness, e teria dito um protocolar “Boa sorte, e que vença o melhor!”. Souness teria olhado para trás, analisado aquele escrete com Toninho Cerezo, Leandro, Falcão e Zico, e respondido “Eu espero que não!”. 

Nas palavras do goleiro escocês Alan Rough, na verdade, a resposta ainda teve um palavrão ali no meio.

Souness, no entanto, jura que não lembra se isso aconteceu. Em entrevista à rádio inglesa BBC, ele contou suas recordações sobre a partida, mas afirmou não acreditar na história de Rough.

Ele lembra bem, porém, do futebol avassalador daquele equipe brasileiro. A Escócia saiu na frente com um gol de David Narey aos 18 minutos do primeiro tempo. “Foi como puxar o rabo do tigre”, contou ele. O que se seguiu foi uma virada estonteante para 4 a 1 em que sua equipe mal viu a cor da bola.

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Confira o que Graeme Souness afirmou:

Jogamos contra o Brasil em 82, em Sevilha.

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Sevilha no verão é um calor sufocante.

Então saímos para aquecer, depois voltamos para o vestiário. E parecia que já tínhamos jogado 90 minutos. Botamos a cabeça debaixo do chuveiro, estávamos com o agasalho de aquecimento, tiramos aquilo, e na hora de vestir o uniforme para jogar, ele já estava encharcado de suor.

Estávamos nos alinhando e ali do meu lado estava um árbitro assistente, perdão, um bandeirinha, um árbitro assistente, o Sócrates e todo aquele pessoal, e estávamos a uns seis metros de uma cerca onde estavam os torcedores. Tocavam os hinos nacionais e eu olhava para os brasileiros, olhava, e eles pareciam ter saído de uma vitrine de loja.

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Olhava para o nosso lado e parecíamos que tínhamos jogado 90 minutos e prorrogação. Estávamos cobertos de suor, com o rosto vermelho.

Fiquei pensando: estamos fritos. E é claro que o David Narey marca o primeiro gol, e foi como puxar o rabo do tigre.

Entrevistador: O Alan Rough conta uma história linda. Vocês estavam alinhados prontos para entrar no túnel contra o Brasil. O árbitro afirmou: “Boa sorte, rapazes, que vença o melhor equipe.” E você aparentemente se inclinou para frente e afirmou: “Espero que não”. É verdade isso?

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Não me lembro disso! (risos)

A partida desta quarta–feira, 24, acontece no estádio de Atlanta, às 19h (horário de Brasília), e vale a liderança do grupo em caso de triunfo. A Amarelinha disputa a primeira colocação com o Marrocos. As duas seleções têm quatro pontos, mas o Brasil leva vantagem no saldo de gols: três, contra um dos marroquinos.

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