A dura resposta de Trump após troca de ataques entre Irã e Israel



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira, 8, que Israel e Irã devem interromper os disparos mútuos ‘imediatamente’. A declaração, feita em uma publicação na rede Truth Social, ocorre após israelenses e iranianos trocarem ataques desde o domingo, na primeira ofensiva de ambos os países desde o cessar-fogo de abril.

Captura de tela de um tweet de Donald J. Trump, com foto de perfil dele com a bandeira dos EUA. O texto diz:
Publicação de Trump na Truth Social, com tradução livre – 08/06/2026Truth Social/Reprodução

O que aconteceu?

Os primeiros ataques partiram do Irã, no domingo, que justificou a ofensiva aos bombardeios israelenses no Líbano realizados no fim de semana. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, então, ligou para Benjamin Netanyahu e pediu que não houvesse resposta militar contra Teerã.

Netanyahu, porém, ignorou e atacou alvos em Teerã, Tabriz e Isfahan, segundo a TV Al Jazeera. Nas redes sociais, os militares israelenses disseram que foram atacados “alvos militares pertencentes ao regime terrorista iraniano no oeste e centro do Irã há pouco”.

Na última semana, Trump procurou firmar uma trégua entre Israel e Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã que atua no Líbano, mas Tel Aviv ignorou e bombardeou Beirute, capital libanesa. Após isso, diversos mísseis iranianos foram lançados em direção a Israel, que afirmou ter os interceptado.

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O presidente americano havia afirmado ao jornal Financial Times que Netanyahu ‘não tinha opção’ a não ser aceitar o acordo de paz e reiterou que é ele quem ‘dá as cartas’. “Estamos próximos de um acordo [de paz] final com o Irã, eu não quero estragar tudo por causa do que está acontecendo agora”, salientou o republicano anteriormente ao site Axios.

Quem o Irã responsabiliza pela nova ofensiva?

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, afirmou nesta segunda que os novos ataques agravam o ‘processo diplomático caótico’ com os EUA e aumentam a desconfiança de Teerã em relação a Washington. Ele também afirmou que os americanos são responsáveis diretos pelas violações de cessar-fogo e que Israel só se move após consultar os EUA.

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