O que Trump deve discutir com Xi durante visita à China nesta semana



O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou, na segunda-feira 11 que conversará com seu homólogo chinês, Xi Jinping, sobre a venda de armas americanas para Taiwan, uma questão à qual Pequim se opõe. O republicano inicia a viagem a Pequim nesta terça-feira, 12, e deve chegar no país asiático na quarta-feira, 13, para uma visita que deve durar até sexta-feira, 15.

A China considera que a ilha faz parte de seu território e já ameaçou usar a força para colocá-la sob seu controle. Embora reconheça apenas Pequim, Washington virou um aliado próximo e fornecedor de armamento para Taiwan.

“Vou ter essa conversa com o presidente Xi. O presidente Xi gostaria que não fizéssemos isso (a venda de armas para Taiwan). Esta é uma das muitas questões sobre as quais vamos conversar”, afirmou Trump a repórteres antes de viajar a Pequim esta semana.

O governo da China expressou oposição à venda nesta terça-feira.

“A oposição da China à venda de armas pelos Estados Unidos à região chinesa de Taiwan é coerente e clara”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, em uma entrevista coletiva.

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Em virtude das chamadas “Seis Garantias” de 1982, um pilar central da política americana sobre Taiwan, os Estados Unidos declararam que não “consultariam” Pequim sobre as vendas de armas à ilha.

Trump pareceu minimizar a ideia de que a China tentaria tomar Taiwan aproveitando a redução das munições americanas depois que os Estados Unidos se uniram a Israel no ataque contra o Irã.

Após mencionar a invasão russa da Ucrânia, Trump afirmou sobre Taiwan: “Não acho que algo semelhante vá acontecer”.

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“Acho que ficaremos bem. Tenho uma relação muito boa com o presidente Xi. Ele sabe que não quero que isso aconteça”, acrescentou.

Trump, porém, também observou que os Estados Unidos estão “muito, muito longe” de Taiwan, enquanto Xi “está a 67 milhas” (pouco mais de 100 km).

“É uma pequena diferença. Mas, sabe, há muito apoio a Taiwan, por parte do Japão e de países dessa região”, afirmou Trump, em referência ao crescente apoio a Taipé do governo conservador do Japão.

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O arquipélago de Kinmen, controlado por Taiwan, fica a apenas dois quilômetros da costa chinesa, embora a ilha principal de Taiwan esteja a cerca de 160 quilômetros do território continental da China.

O Ministério das Relações Exteriores de Taiwan prometeu nesta terça-feira “continuar reforçando a estreita cooperação” com os Estados Unidos e “desenvolver capacidades eficazes de dissuasão para manter em conjunto a paz e a estabilidade do Estreito de Taiwan”.

Trump também afirmou que voltará a pedir a Xi que liberte Jimmy Lai, o magnata da mídia de Hong Kong condenado em fevereiro a 20 anos de prisão, o que equivale praticamente a uma sentença de morte para o empresário doente, de 78 anos.

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O republicano, no entanto, também pareceu demonstrar compreensão em relação à posição da China, que reprimiu duramente Hong Kong após os grandes protestos de 2019 na ex-colônia britânica.

“Ele causou muitos problemas à China”, afirmou Trump sobre Lai. “Ele tentou fazer a coisa certa. Não teve sucesso, foi para a prisão e as pessoas querem que ele saia”, afirmou.

(com informações da AFP)*

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