O que fez CBF mudar nome oficial do perfil da Seleção Brasileira



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Nesta segunda-feira, 18, em meio à tão aguardada convocação do técnico Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo, muitos se surpreenderam com uma mudança digital na CBF. Mas ela não é de hoje. Há quase um ano, desde meados de 2025, a entidade comunicou uma alteração no Instagram ao mudar o nome do perfil oficial da seleção brasileira de “CBF” para “Brasil”. À primeira vista, pareceu ser uma mudança irrisória, mas especialistas apontam que passar de @cbf_futebol para @brasil pode ter muitos impactos, no campo dos negócios e do marketing.

Para a CBF, o objetivo é claro: buscar a intercionalização do perfil em busca de fãs de outros continentes e menos familiarizados com siglas do futebol nacional, além de tornar a conta mais acessível e atrativa. Entre esse público, está o asiático e também o norte-americano, onde será realizada a Copa do Mundo.

A mudança já refletiu nos números, já que desde junho do último ano, quando ocorreu a alteração, a conta do Brasil passou de 18 milhões para os atuais 20,2 milhões de seguidores no Instagram. Somente nos últimos 30 dias, foram mais de meio milhão de novos fãs. Entre as contas das principais seleções do mundo, só perde para Portugal, que conta com o astro Cristiano Ronaldo como “garoto-propaganda”, com 21,7 milhões de fãs.

Para especialistas, esse aumento, apesar de pequeno, já mostra um avanço, ao contrário do que vinha acontecendo há alguns meses, quando o perfil vinha inclusive perdendo inscritos.

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O interesse pelo futebol brasileiro também se reflete nas plataformas de placares ao vivo. De acordo com dados da Flashscore, os jogadores brasileiros mais seguidos globalmente na plataforma são, em sua maioria, nomes cotados para representar a Seleção Brasileira na próxima Copa do Mundo. Entre janeiro e fevereiro de 2026, Endrick aparece como o jogador brasileiro mais seguido entre os usuários da plataforma, com quase 6,4 milhões de seguidores. Vinicius Junior vem na sequência, com 4,4 milhões, e Igor Thiago — recentemente convocado por Carlo Ancelotti — com 4,2 milhões. Outros nomes como Raphinha, Rodrygo e Gabriel Jesus também estão entre os mais seguidos na Flashscore. O recorte reforça como o interesse internacional por esses atletas está diretamente ligado ao ciclo da seleção e às expectativas em torno do torneio, com jovens promessas e jogadores já consolidados concentrando grande parte da atenção digital.

“Os jogadores brasileiros seguem entre os ativos mais valiosos do futebol mundial, também no ambiente digital. Observamos que atletas cotados para a próxima Copa do Mundo concentram uma parcela significativa da atenção global na plataforma, refletindo tanto o desempenho atual quanto a expectativa em torno da Seleção. Quanto mais nos aproximamos do torneio, mais os fãs querem entender o que pode acontecer”, afirma Alexandre Vasconcellos, diretor regional da Flashscore no Brasil. “A troca do nome do perfil é apenas o primeiro passo em um processo de internacionalização muito mais amplo. Mudar o @ facilita o reconhecimento fora do Brasil, mas não gera tração por si só, é preciso sustentar o movimento com campanhas consistentes, produção de conteúdo em diferentes idiomas, parcerias regionais e narrativas que conectem emocionalmente com novos públicos”, completa Wagner Leitzke, head de digital da Agência End to End.

As demais seleções

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Já a Argentina, atual campeã do mundo, segue com o nome parecido ao que estava o Brasil, fazendo alusão à confederação, no caso, @afaseleccion. Atualmente, possui 14,5 milhões de seguidores. Entre as outras grandes seleções do mundo, a França tem a conta como @equipedefrance e 16,5 mi de seguidores. A da Alemanha talvez seja uma das mais confusas, e até por isso, das que têm menos seguidores – 7,1 mi no total, com o nome @dfb_team. Já a Itália leva o nome de @azzurri e possui 6,4 milhões.

“’Onze de cada dez’” pessoas fora do Brasil não sabem o que a sigla significava, e até o perfil da confederação portuguesa, que é de um pais com população que não é de um décimo da nossa, tem mais seguidores, usando o nome do país. Não é uma inovação, mas uma iniciativa válida, que réplica o que já funcionou com outros”, aponta Thiago Freitas, COO da Roc Nation Sports no Brasil, empresa de entretenimento norte-americana, comandada pelo cantor Jay-Z.

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