
Os Estados Unidos perderam pelo menos 42 aeronaves militares desde o início da guerra com o Irã, informou um relatório produzido pelo Congresso americano, o maior número desde a Guerra do Golfo, em 1991. Ainda segundo o documento, divulgado no dia 13 de maio, isso pode ter gerado um prejuízo na casa dos US$ 2,6 bilhões (aproximadamente R$ 13,15 bilhões).
A análise conduzida pelo Serviço de Pesquisa do Congresso (CRS, na sigla em inglês) chegou à conclusão de que o conflito iniciado pelo presidente Donald Trump alcançou a maior taxa de aeronaves perdidas em guerras modernas, com 1,07 veículos destruídos por dia. Para efeito de comparação, o número de baixas aéreas ao longo da Guerra do Iraque (2003 a 2011) foi estimado em 0,11 perdas por dia.
Imagens divulgadas nas redes sociais iranianas mostram drones MQ-9 Reapers, os principais não tripuladas de vigilância e combate do exército americano, sendo destruídas aos montes ao longo do conflito. No total, 24 Reapers foram destruídos, uma baixa com alto impacto econômico, já que cada unidade tem valor estimado em US$ 56 milhões (R$ 283,2 milhões) — e ainda mais problemática após a interrupção da produção dos itens pela fabricante General Atomics em 2025.
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O alto número de drones destruídos em poucos dias de conflito levantou preocupações, já que em um conflito mais longo e desgastante, como seria o caso de uma hipotética guerra contra a China, a velocidade das perdas pode ser ainda maior. As aeronaves não tripuladas são essenciais nas guerras modernas, e mesmo que os modelos americanos não sejam tão avançados como unidades utilizadas na guerra da Ucrânia, eles seguem importantes para cobrir grandes áreas.
Teerã também teve sucesso em abater outros expoentes da frota americana, como um helicóptero HH-602 e um avião de ataque a solo A-10. E ainda há a perda de veículos não relacionados a ataques do Irã, como unidades destruídas em acidentes e até alvejadas por fogo amigo, como os três jatos F-15 atingidos por engano pelas defesas aéreas do Kuwait.
O alto custo das perdas, que diz respeito somente à Força Aérea, preocupa o Congresso, sendo agravado pelo fato de a guerra ter se iniciado sem a validação da casa legislativa. No total, o CRS estima que cerca de US$ 29 bilhões (R$ 147 bilhões) foram gastos no conflito contra Teerã, número alcançado por meio de informes parciais dados pelas autoridades do Pentágono — uma falta de transparência que também foi citada no relatório.
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