
O PT tem enfrentado dificuldades para montar o palanque no segundo maior colégio eleitoral do País. Depois da fracassada tentativa de lançar o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), um aliado, como candidato a governador, a expectativa agora é ter um postulante ao Palácio da Liberdade oriundo dos quadros da própria legenda.
A situação está tão embaraçada que Lula está sendo instado a interferir pessoalmente.
A aposta do momento é na ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT). Ela, por enquanto, é pré-candidata a uma vaga no Senado. O partido quer que ela desista do projeto e assuma a missão de disputar o governo estadual.
Seria mais um sacrifício em nome do projeto de reeleição do presidente da República.
A ex-prefeita é uma das favoritas à vaga de senadora. Ela aparece na liderança em todas as pesquisas de intenção de voto divulgadas até o momento.
Os caciques petistas avaliam que, por conta disso, a ex-prefeita segue firme no desejo de disputar uma cadeira no Congresso. Por isso, dizem, defendem uma intervenção direta de Lula.
As pesquisas divulgadas até o momento mostram o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, liderando em todos os cenários. Ele tem entre 30% e 37% das intenções dos votos no primeiro turno, conforme o cenário testado.
Rodrigo Pacheco, que já anunciou que não concorrerá ao governo, era o aliado de Lula que melhor pontuava nos levantamentos, com cerca de 28% das intenções de voto.
O presidente da República deve se reunir nos próximos dias com a ex-prefeita para formalizar o convite. Se o apelo de Lula não for suficientemente convincente, o PT já tem na manga um plano C: apostar as fichas no deputado federal Reginaldo Lopes.
O parlamentar petista está em seu sexto mandato na Câmara e, recentemente, ganhou uma plataforma que pode ser útil nas eleições: ele foi relator do projeto que propõe o fim da escala 6×1.
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