Nova pesquisa Quaest mostra avanço numérico inédito de Flávio Bolsonaro, mas com sinais de alerta



O mais recente levantamento da Genial/Quaest, divulgado nesta quarta, 15, reforça o cenário de disputa apertada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro na corrida ao Palácio do Planalto. Se no primeiro turno o petista ainda mantém a dianteira, o quadro se inverte no segundo turno, onde o candidato do PL aparece numericamente à frente pela primeira vez.

Lula ainda mantém vantagem no primeiro turno?

Sim — mas em patamar mais estreito. Lula aparece com 37% das intenções de voto, contra 32% de Flávio Bolsonaro. A diferença, de cinco pontos percentuais, cai para apenas um ponto no limite da margem de erro, indicando um cenário de empate técnico.

O dado mostra que o presidente segue competitivo na largada, mas sem margem confortável. Em relação ao levantamento anterior, Lula recuou dois pontos, enquanto Flávio manteve sua posição, consolidando a aproximação.

Flávio Bolsonaro avança no segundo turno?

Sim — e alcança um marco relevante. No confronto direto, Flávio Bolsonaro registra 42% das intenções de voto, contra 40% de Lula. Trata-se da primeira vez, segundo a Quaest, que o senador aparece numericamente à frente do presidente nesse cenário.

Embora o resultado ainda configure empate técnico, o movimento indica uma inflexão importante: o crescimento do candidato da direita e a perda de vantagem do petista na etapa decisiva.

O que favorece Lula neste momento?

A força ainda está na base consolidada. O presidente segue liderando o primeiro turno e mantém vantagem expressiva contra todos os demais adversários. Em cenários alternativos de segundo turno, Lula vence nomes como Romeu Zema e Ronaldo Caiado com margens amplas.

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Esse desempenho reforça sua condição de principal polo da disputa e indica capacidade de manter hegemonia fora da polarização direta com Flávio Bolsonaro.

Onde Lula enfrenta dificuldades?

A erosão aparece no confronto direto. A queda nas intenções de voto e a perda da dianteira no segundo turno sugerem desgaste recente. Além disso, o alto número de votos brancos, nulos e indecisos aponta para um eleitorado ainda aberto — e potencialmente volátil.

Quais são os pontos positivos para Flávio Bolsonaro?

O principal é a consolidação como adversário direto. Flávio mantém sua pontuação no primeiro turno e cresce no segundo, sinalizando estabilidade na base e avanço na fase decisiva. A liderança numérica no confronto direto, ainda que dentro da margem de erro, reforça sua viabilidade eleitoral.

E os desafios do senador?

Ainda há barreiras na largada. Apesar do avanço, Flávio segue atrás no primeiro turno e depende da transferência de votos e da redução da fragmentação para ultrapassar Lula de forma consistente. Além disso, o número relevante de eleitores indecisos e votos não válidos indica espaço para mudanças.

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Há espaço para uma terceira via?

Por enquanto, limitado. Candidatos como Ronaldo Caiado e Romeu Zema aparecem com desempenho modesto no primeiro turno e não conseguem romper a polarização. A distância em relação aos dois líderes mantém o cenário concentrado entre Lula e Flávio Bolsonaro.

O que a pesquisa indica para a eleição?

Uma disputa aberta e cada vez mais equilibrada. Os números da Quaest reforçam a tendência observada em outros levantamentos: Lula ainda lidera a corrida inicial, mas enfrenta um adversário em ascensão, capaz de equilibrar — e até inverter — o partida no segundo turno.

O cenário segue indefinido, com sinais de estabilidade na polarização e margem reduzida para ambos os lados.

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