
A expansão da 99Food no Brasil está pesando no caixa da DiDi, controladora chinesa da plataforma de mobilidade. Em relatório a clientes divulgado após os resultados do quarto trimestre de 2025, o banco australiano Macquarie rebaixou a recomendação da empresa de “outperform” para neutra e cortou o preço-alvo das ações de US$ 9,30 para US$ 3,90, citando o aumento dos custos com a operação de delivery no país.
Segundo o banco, a ofensiva da companhia no Brasil — baseada em descontos, incentivos a entregadores e investimentos em marketing — tem gerado despesas relevantes no curto prazo. O impacto aparece sobretudo no segmento internacional da empresa, que registrou prejuízo de 3,4 bilhões de yuans no trimestre. No consolidado, a perda ajustada foi de 2,1 bilhões de yuans, mesmo com crescimento de receita de 10%, para 58 bilhões de yuans, e alta de 20% no volume bruto de transações.
A avaliação do Macquarie é que os custos ligados à expansão no Brasil devem continuar pressionando os resultados ao longo dos próximos meses. A projeção é de que o braço internacional da DiDi registre prejuízo de até 10 bilhões de yuans em 2026, ainda que a empresa mantenha ritmo elevado de crescimento fora da China.
A 99Food voltou a operar no Brasil em 2025, após ter sido descontinuada em 2023, e passou a receber investimentos relevantes da controladora dentro de um plano de R$ 1 bilhão para ampliar sua atuação no país. Segundo reportagem publicada por VEJA Negócios, a estratégia inclui a expansão do serviço de delivery em diferentes regiões, em um mercado marcado por forte concorrência e margens apertadas. Procurada, a empresa optou por não se manifestar.
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