BC não vai negociar sua autonomia, mas devemos apontar nossos erros, diz Galípolo



O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira, 9, que o Banco Central não está disponível para negociar seu mandato e sua autonomia, mas que a autarquia deve estar prepara para apontar e corrigir possíveis erros. A fala foi proferida em cerimônia do Prêmio TOP 5, que valoriza os economistas que mais acertaram as estimativas do boletim Focus.

“Banco Central não está disponível para negociar o seu mandato, mas quando fizermos algo de errado, é hora apontar o que está de errado dentro e não só pedir desculpas, mas cortar na carne”, afirma Galípolo.

Segundo o presidente da autarquia, a autonomia do Banco Central pode parecer que a entidade está virando as costas para a democracia, mas isso não é verdade. Ele comenta que a autonomia do BC é importante justamente para a proteção do sistema financeiro.

Isso porque uma interferência política poderia fazer com que o BC negocie certas questões que não deveriam ser negociadas. “É importante completar a autonomia do BC, pois se decidirmos de forma técnica que não vamos negociar certas questões, não corremos o risco de ser punidos”, diz Galípolo.

A fala acontece um dia após o presidente do BC participar da CPI do crime organizado. Há embates abertos nas redes socias sobre a responsabilidade do Banco Central na questão do Banco Master. Isso porque o BC teve funcionários, da gestão de Roberto Campos Neto, envolvidos em escândalos de corrupção com o Master.

(Matéria em Atualização)

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