Além de Messias, quem foram os outros cinco rejeitados para o STF



O plenário do Senado rejeitou, por 42 votos a 34, a indicação de Jorge Messias para o STF nesta quarta-feira, 29. O resultado simboliza uma revés do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em ano eleitoral.

Esta foi a primeira vez em 132 anos que um indicado ao Supremo teve seu nome rejeitado pelo plenário. Em 1894, apenas quatro anos após a criação do Senado, cinco nomes foram barrados no governo de Floriano Peixoto.

A série de derrotas ocorreu em meio a uma forte instabilidade política, já que o país enfrentava conflitos internos como a Revolução Federalista e a Revolta da Armada. Nesta época, a Constituição também apenas exigia alguém com “notável saber e reputação, elegíveis para o Senado”, sem especificar a área, para ocupar o cargo. 

Porém, a falta de critérios mais específicos custou três das nomeações daquele ano. Um dos nomes mais conhecidos, Cândido Barata Ribeiro, médico e ex-prefeito do Distrito Federal, foi rejeitado mesmo após exercer o cargo por 10 meses por não possuir formação jurídica. O general Ewerton Quadros e o administrador Demóstenes Lobo também foram rejeitados pelo mesmo critério.

As últimas duas indicações, de Innocêncio Galvão de Queiroz e Antônio Sève Navarro, porém, não se deram por falta de formação, já que ambos possuíam um diploma de Direito, mas sim por não convencerem a Corte do “notável saber” na área, exigido pela Constituição. 

Depois das últimas rejeições, o Senado passou a exigir também uma “reputação ilibada” e uma “idade entre 35 e 65 anos”, além de um currículo de peso e compatível com o nível exigido pelo cargo.

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