
A nova camisa da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026, lançada pela Nike em uma colaboração com a Jordan Brand, chegou com a promessa de resgatar a essência do nosso futebol. Sob o conceito de “Alegria que Apavora”, a campanha busca traduzir exatamente aquilo que o mundo se acostumou a temer e admirar no estilo de partida brasileiro: um futebol leve, criativo e, ao mesmo tempo, implacável dentro e fora de campo.
No entanto, o que deveria ser uma celebração da nossa identidade transformou-se rapidamente em um intenso debate. O epicentro da controvérsia é a adoção do bordão “Vai, Brasa”, que aparece estampado na parte interna da gola dos novos uniformes.
A estratégia da fornecedora esportiva visava reposicionar a marca da Seleção, buscando uma aproximação com um público mais jovem, digital e habituado à linguagem das redes sociais. Segundo Rachel Denti, designer da Nike responsável pelo projeto, a expressão foi escolhida por ser um apelido carinhoso e uma gíria que, teoricamente, já se ouve nas ruas e arquibancadas, representando o “Brasil na sua mais pura versão”, com “S e não com Z”.
“A gente precisou explicar que é Brasil, mas também é Brasa. Para a gente é muito fácil de entender, você olha ‘Vai Brasa’ e sabe o que significa. É uma coisa que a gente escuta nos estádios, escuta na rua, e agora os jogadores vão poder usar no corpo, carregando com eles”, completou a profissional.
A reação popular, contudo, caminhou na direção oposta. Torcedores e comunicadores foram implacáveis ao apontar a falta de naturalidade do termo, considerando-o uma criação artificial de marketing. Para os críticos, a marca ignorou expressões orgânicas e históricas que já definem a relação da fanáticos com a equipe, como “Canarinho” ou o clássico “Brasil, sil, sil”.
Apesar do ruído fora das quatro linhas, a expectativa do mercado é que, com a proximidade do Mundial, a polêmica fique restrita ao ambiente digital e o uniforme ainda seja um sucesso comercial. Resta agora aguardar para ver se, com a bola rolando, a verdadeira “Alegria que Apavora” dos nossos atletas conseguirá abafar as críticas e dar um novo significado à camisa amarela.
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