
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a sugerir, nesta segunda-feira, 16, uma possível ação militar contra Cuba, dizendo que espera ter “a honra de tomar” o país.
“Acredito sinceramente que terei a honra de tomar o controle de Cuba, de alguma forma”, afirmou a repórteres no Salão Oval.
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O americano não esconde o seu desejo por uma mudança no regime castrista, chefiado pelo Partido Comunista em território a apenas 150 km dos Estados Unidos, e afirmou no início do mês que que Cuba “vai cair muito em breve” em meio ao agravamento da crise energética e ao aumento da pressão de Washington sobre o regime da ilha.
Em paralelo, ele instou Havana a “chegar a um acordo” ou enfrentar as consequências, bravatas intensificadas pelo recado transmitido com a operação americana na Venezuela que depôs e extraditou para os Estados Unidos o ditador Nicolás Maduro, antigo aliado de Cuba. No final de fevereiro, o ocupante do Salão Oval afirmou que considerava uma “tomada amistosa” da ilha. “Eles não têm dinheiro, não têm nada agora, mas estão conversando conosco e talvez vejamos uma tomada amistosa de Cuba”, declarou.
A crise energética na ilha de 9,6 milhões de habitantes se agravou após a captura de Maduro, em 3 de janeiro, e a interrupção abrupta dos envios de combustível de Caracas, principal fornecedor de combustível da ilha nos últimos 25 anos. As Nações Unidas estão negociando com o governo Trump para permitir a entrada de combustível em Cuba para “fins humanitários”.
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Nesta segunda-feira, um novo blecaute total afetou todo o território da ilha. Segundo a agência de notícias EFE, esse é o sexto apagão do país em um ano e meio.
Na semana passada, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, confirmou nesta sexta-feira, 13, que “funcionários cubanos mantiveram recentemente conversas” com representantes dos Estados Unidos, em um momento de tensão entre Washington e Havana.
“Funcionários cubanos mantiveram recentemente conversas com representantes do governo dos Estados Unidos”, afirmou Díaz-Canel em uma reunião com as principais autoridades do país, segundo imagens exibidas pela televisão cubana. “As conversas foram orientadas a buscar soluções, por meio do diálogo, para as diferenças bilaterais que temos entre as duas nações”, acrescentou.
Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ex-presidente Raúl Castro (2006-2018), foi mencionado pela mídia americana como interlocutor do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, no contexto de conversas secretas anteriores.
Díaz-Canel, que também é primeiro secretário do PCC, destacou que essas conversas são facilitadas por “fatores internacionais” que não especificou.
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