
A eleição de Erika Hilton (PSOL-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara causou revolta em alguns nomes e políticos de direita. Na noite desta quarta-feira, 11, ao comentar o cargo da parlamentar em seu programa, Ratinho afirmou que Hilton “não é uma mulher”. “Ela é trans. Para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias. Eu sou contra. Eu acho que deveria deixar uma mulher”, disparou. As falas agora são alvo de um processo no Ministério Público, da deputada contra o apresentador, por transfobia.
Além dele, Nikolas Ferreira (PL) está usando suas redes para criticar a escolha de Erika e fazer uma convocação para as demais colegas parlamentares. “As deputadas mulheres não deveriam deixar a comissão de mulheres acontecer. Obstruir e fazer uma zorra até mudar a presidência. É o cúmulo aceitar isso”, escreveu no X.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), em discurso no plenário do Senado, nesta quarta-feira, 11, afirmou que o acesso dado à deputada, que é uma mulher transexual, poderia representar um risco à perda de espaços que, segundo ela, foram conquistados historicamente por mulheres. “Não posso permitir que um movimento no Brasil queira me tirar, inclusive, o direito de falar na tribuna que sou mulher. Sou mulher, nasci mulher e ninguém vai tirar o meu direito de falar que sou mulher”, afirmou.
Em resposta, Erika reforçou que não se abalará com as críticas. “Hoje ocupei com honra, alegria e um sabor muito especial de triunfo a presidência da Comissão da Mulher. E não estou nem um pouco preocupada se o esgoto da sociedade não gostou. A opinião de transfóbicos e imbecis é a última coisa que me importa. Hoje fiz história pela minha comunidade, que ainda enfrenta os piores índices em praticamente todos os aspectos da vida social. E é isso que vai ficar: não o ódio, não o ranço, não a raiva dos que tentam nos apagar. Podem espernear. Podem latir. Sou a presidenta da Comissão da Mulher. E foi a minha luta, a minha história e a minha garra que me trouxeram até aqui. E agora faremos um debate sobre todas as mulheres porque somente unidas podemos frear a violência que nos assola”, escreveu no X.
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