
Emocionado, o papa Leão XIV condenou neste domingo, 15, a “violência atroz” na guerra no Irã, que entrou na sua terceira semana, e lamentou as milhares de mortes de civis. Até o momento, estima-se que 2 mil pessoas tenham morrido em 12 países desde a eclosão do conflito, desencadeado após ataques dos Estados Unidos e Israel ao território iraniano em 28 de fevereiro, após negociações nucleares fracassarem. Em resposta, Teerã bombardeou bases americanas espalhadas pelo Oriente Médio, escalando as tensões na região.
“Durante duas semanas, os povos do Oriente Médio têm sofrido a atrocidade da violência da guerra”, afirmou o pontífice em sua oração semanal do Angelus na Praça de São Pedro, no Vaticano. “Em nome dos cristãos do Oriente Médio e de todas as mulheres e homens de boa vontade, apelo aos responsáveis por este conflito: cessem fogo!”
Leão também abordou a situação no Líbano, arrastado para a guerra depois que a milícia libanesa Hezbollah, aliada e armada pelo Irã, lançou mísseis contra Israel na semana passada em resposta aos ataques americanos e israelenses contra Teerã. Segundo o Ministério da Saúde libanês, ao menos 634 pessoas foram mortas, incluindo 91 crianças, e mais de 810 mil foram deslocadas em meio aos bombardeios.
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“Espero que se estabeleçam caminhos de diálogo que possam apoiar as autoridades do país na implementação de soluções duradouras para a grave crise em curso, para o bem comum de todo o povo libanês”, afirmou o papa.
Mais tarde, durante uma visita a uma paróquia em Roma, o pontífice argumentou que confrontos não são o caminho para resolver problemas entre os países e criticou aqueles que usam o nome de Deus para justificar assassinatos.
“Hoje, muitos de nossos irmãos e irmãs no mundo estão sofrendo por causa de conflitos violentos, causados pela afirmação absurda de que problemas e desentendimentos podem ser resolvidos por meio da guerra, quando, em vez disso, devemos nos engajar em um diálogo incessante pela paz”, ponderou. “Alguns chegam ao ponto de invocar o nome de Deus para justificar essas escolhas de morte, mas Deus não pode ser cooptado pelas trevas. Pelo contrário, Ele sempre vem para trazer luz, esperança e paz à humanidade.”
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