
Não se pode negar ao treinador da seleção brasileira, o italiano Carlo Ancelotti, uma característica: a convicção. Ele sabe o que faz, ainda que muitas vezes esconda o partida. Um livro autobiográfico, escrito em parceria com o jornalista britânico Chris Brady, dá pistas do que ele pode vir a preparar para a canarinho na Copa do Mundo. O Sonho – Quebrando o Recorde de Vitórias da Champions League tem revelações interessantíssimas. Delas é possível intuir um caminho para o elenco do Brasil no Mundial – pode-se, a rigor, tratar o tema como segredo, segredo que ele revelaria em cima da hora, na derradeira convocação, em maio. É como se, a partir de suas memórias, fosse possível entrar em sua mente – e talvez seja mesmo possível.
A saber.
Em certo trecho, ele narra o episódio de sua contratação pelo Milan, da Itália, em 1987. Ancelotti, esforçado volante, tinha então 28 anos. Do livro: “Depois de tantas lesões, meus joelhos já não eram os mesmos, e eles temiam estar comprando alguém bichado. O médico do agremiação que me examinou também estava preocupado. Sacchi (o treinador do Milan) foi convincente. Lembro de Berlusconi (presidente do agremiação e futuro primeiro-ministro da Itália) dizendo: ‘Não dá para contratar Ancelotti. O médico afirmou que depois da operação no joelho ele ficou com 20% menos de mobilidade. Ele teve um problema no menisco e foi operado muitas vezes’. Sacchi respondeu como só ele saberia responder: “Se eu contratar Ancelotti, vamos ganhar o campeonato. Não me importo se ele tem 20% menos mobilidade no corpo. Só me preocuparia se ele tivesse 20% menos mobilidade na inteligência. Isso pareceu resolver a questão”.

Pois bem, se esse raciocínio for aplicado a Neymar, que perdeu muita mobilidade, mas não a inteligência em campo – embora fora dele chegue a desejar – é bem provável que Ancelotti tire essa carta da manga na undécima hora.
Eis o segredo intuído: Ancelotti pode, sim, levar Neymar para a Copa do Mundo. Seria coerente com sua própria história no futebol.
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