Navios que levavam ajuda humanitária a Cuba desaparecem no Caribe



Duas embarcações que transportavam ajuda humanitária para Cuba desapareceram antes de chegar a seu destino final, informou a marinha do México na quinta-feira 26. Com um total de nove tripulantes, os barcos levavam alimentos, remédios e itens de higiene pessoal para amenizar a crise humanitária vivida pela nação insular. De acordo com autoridades mexicanas, buscas estão em andamento para encontrá-los.

Os navios faziam parte do Comboio Nuestra América, uma iniciativa não governamental integrada por ativistas de todo o mundo, incluindo brasileiros. As embarcações partiram da Isla Mujeres, no estado mexicano de Quintana Roo, no dia 20 de março, com destino a Havana. Estimativas apontavam para uma data de chegada entre 24 e 25 de março, mas somente um navio separado do comboio aportou na capital cubana neste período.

Após não receber nenhum tipo de comunicação ou confirmação de chegada das embarcações, a marinha mexicana ativou o protocolo de busca e resgate visando encontrá-las. De acordo com a agência de notícias Reuters, as autoridades estabeleceram contato com centros de coordenação de resgate marítimo da Polônia, França, Cuba e Estados Unidos, além dos representantes diplomáticos dos países de origem dos passageiros.

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“Os capitães e tripulações são marinheiros experientes, e ambas as embarcações estão equipadas com sistemas de segurança e equipamento de sinalização adequados”, afirmou um porta-voz do Nuestra América. “Estamos cooperando plenamente com as autoridades e seguimos confiantes na capacidade das tripulações de chegar em Havana em segurança”, completou.

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Em uma publicação no X (antigo Twitter), o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, expressou sua preocupação com o desaparecimento dos navios. “Expressamos nossa especial preocupação com as duas embarcações mexicanas que transportavam ajuda humanitária para Cuba”, afirmou ele. “De nossa parte, estamos fazendo todo o possível para encontrar e resgatar esses irmãos de armas”, acrescentou.

Cuba enfrenta uma grave crise energética e econômica, desencadeada pelo embargo de petróleo imposto pelo presidente americano Donald Trump após a prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro. Historicamente dependente do combustível oriundo de Caracas, Havana se viu em maus lençóis após a deposição do líder chavista, iniciando um rigoroso racionamento energético para conservar combustível.

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