Ibovespa sobe em recuperação um dia após Irã fechar o Estreito de Ormuz



O Ibovespa opera em alta nesta quarta-feira, 4, com o mercado se recuperando do tombo da véspera causado pelo fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã. No cenário internacional, os preços do petróleo recuam após o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmar que os EUA darão apoio aos marinheiros que transitam pelo Golfo Pérsico e de informações do The New York Times afirmando que autoridades iranianas se interessam pelo fim da guerra.

Por volta das 11h45, o Ibovespa subia 0,3%, aos 183.649,01 pontos. O dólar recuava 1,16%, a 5,21 reais. Notícias circulam no mercado que agentes do Ministério da Inteligência do Irã sinalizaram abertura à Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA) para negociar o fim da guerra. As informações foram publicadas no jornal The New York Times.

Em comunicado oficial transmitido pela TV estatal iraniana nesta quarta-feira, o principal conselheiro do falecido líder supremo Ali Khamenei reforçou que o país não tem a intenção de negociar com os Estados Unidos e está preparado para uma guerra longa. “Não temos nenhuma confiança nos americanos e não temos nenhuma base para negociar com eles. Podemos continuar a guerra pelo tempo que desejarmos”, afirmou Mohammad Mokhbar.

Para acalmar os ânimos do mercado, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que as reservas de petróleo dos Estados Unidos são suficientes para suportar o fechamento do Estreito de Ormuz. Ele também comentou que o governo americano deve atuar na região para quebrar o bloqueio iraniano. “A marinha dos EUA garantirá a passagem segura dos petroleiros pelo ⁠estreito”, afirmou Bessent. Com isso, o mercado de petróleo passa por um dia mais calmo, com o contrato futuro do petróleo Brent com vencimento para maio operando próximo da estabilidade, com recuo de 0,07%.

O que esperar do Ibovespa?

Marco Noernberg, sócio e estrategista de renda variável da Manchester Investimentos, o cenário para o mercado acionário com essa guerra é imprevisível. Segundo ele, o próximo teto para o preço do petróleo é faixa dos 100 dólares por barril. “Se isso acontecer haverá pressão inflacionária global, o que pode alterar o ritmo de queda de juros, causando pressão no Ibovespa”, diz Noernberg.

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Segundo ele, Petrobras, Prio se beneficiam desse movimento por serem petroleiras e estarem saudáveis, comparando-se com outros ciclos. Por isso, ele vê as empresas brasileiras mais preparadas para suportar possíveis estresses de mercado, a depender do setor. Desse modo, o Ibovespa pode ter novas altas no longo prazo, principalmente se o investidor observar a métrica preço sobre lucro.

“Vemos espaço para mais altas porque se a gente olhar a média histórica dos múltiplos sobre preço/lucro e preço sobre valores patrimoniais, eles não estão muito fora do que foi nos últimos anos”, conclui Noernberg.

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