Além de Khamenei: os principais líderes iranianos mortos em ataque EUA-Israel



A morte do aiatolá Ali Khamenei durante ataques conjuntos dos Estados Unidos com Israel abalou de forma inédita o regime dos aiatolás. Enquanto a nação persa luta para recompor-se, nomeando um líder supremo interino, porém, terá que enfrentar uma realidade em que as estruturas de poder, como um queijo suíço, apresentam buraco atrás de buraco.

Após confirmar o assassinato de Khamenei, a agência estatal iraniana Fars também reconheceu neste domingo, 1º de março, que outras quatro autoridades importantes perderam a vida em meio aos ataques israelo-americanos da véspera: o comandante do Estado-Maior das Forças Armadas, Abdolrahim Mousavi, o chefe da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), Mohammad Pakpour, o assessor próximo do líder supremo e que estava à frente do Conselho Nacional de Defesa, Ali Shamkhani, e o ministro da Defesa e Logística das Forças Armadas, Aziz Nasirzadeh.

Pakpour, que assumiu o comando do exército ideológico iraniano em junho do ano passado durante a guerra de 12 dias contra Israel (encerrada por um enorme bombardeio dos Estados Unidos), e Shamkhani, um dos principais responsáveis pela segurança na República Islâmica, morreram como “mártires” no sábado durante os ataques israelenses e americanos a Teerã, afirmou o órgão de imprensa do Poder Judiciário, Mizan.

Em comunicado, as Forças Armadas informaram que os oficiais foram alvejados enquanto participavam de uma reunião do Conselho de Defesa.

A mídia estatal também noticiou a morte do alto funcionário do Ministério da Inteligência, Mohammad Baseri. O chefe da inteligência policial iraniana, Gholamreza Rezaian, também teria morrido nos ataques, e Israel afirmou ter tirado a vida de Mohammad Shirazi, chefe do gabinete militar, Salah Asadi, chefe de inteligência, e Hassan Jabal Amelian, chefe do programa de armas avançadas do Irã.

Dúvida: ainda não se sabia o que havia acontecido com o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad, cuja casa foi outra que virou cratera em Teerã. Amigo de ficar de mãos dadas com o presidente Lula da Silva e defensor de um “mundo sem os Estados Unidos e sem o sionismo”, ele estava com destino indeterminado no começo deste domingo, 1º.

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