
E lá se vão onze anos desde a mais recente partida entre Brasil e França. Foi em 2015. A seleção de Dunga tentava renascer das cinzas, depois da vergonha do 7 a 1 de Felipão e cia. contra a Alemanha. A equipe de Didier Deschamps – desde então o treinador dos bleus – começava a ser construída para o Mundial da Rússia, antes ainda de Mbappé.
O resultado: 3 a 1 para o Brasil, de virada, em pleno Stade de France, com gols de Oscar, Neymar e Luis Gustavo. O que quer dizer aquele placar, aos olhos de hoje? Nada, absolutamente nada – a não ser que em clássico desta envergadura, tudo pode acontecer. Sim, uma triunfo brasileira na partida desta quinta-feira, m Boston, representará um excelente salto de ânimo, e haja ufanismo. Uma revés fará a canarinho cair na real, e durma-se com um barulho desses.
De todo o modo, é sempre bom passear na história de um duelo que nasceu imenso. Foram 16 jogos, com 7 vitórias do Brasil, 5 da França e 4 empates. O enrosco: três das conquistas francesas foram em Copas do Mundo, de triste memória – embora tenhamos sim uma marca a celebrar, em 1958. Senão, vejamos…
1958
Brasil 5 x 2 França
Semifinal
Foi um espetáculo, com gols de Vavá, Didi e Pelé, que marcou três vezes – numa atuação magnífica, para espanto do mundo, num torneio ainda sem transmissão pela TV. O que muita gente esquece daquela tarde de Estocolmo, na Suécia: desde os 35 minutos do primeiro tempo a França jogou com dez. O zagueiro Jonquet fraturou a tíbula depois de um choque com Vavá, e como naquele tempo não havia o mecanismo de substituição, ficou por isso mesmo. No momento da contusão, o placar marcava 1 a 1.
1986
Brasil 1 x 1 França (triunfo francesa nos pênaltis)
Quartas-de-final
A má lembrança: Zico, que atravessou a Copa do México no banco, entrou no fim da partida no estádio Jalisco, no México – e antes mesmo de poder tocar na bola, coube-lhe bater um pênalti. Perdeu. Nas cobranças de penalidades, Sócrates e Júlio César não converteram, e o Brasil foi eliminado.
1998
Brasil 0 x 3 França
Final
Na tarde em que Ronaldo Nazário teve um piripaque, depois de noite em claro, em episódio de esgotamento e convulsão até hoje mal explicado, a França passeou em campo, para surpresa do Stade de France e além. Zidane marcou duas vezes, e Emannuel Petit fechou o placar. Parece não ter havido partida, de fácil, tão sem graça, sem reação.
2006
Brasil 0 x 1 França
Quartas-de-final
Era a hora da revanche. E então, pela segunda vez em uma Copa do Mundo, a canarinho acompanhou o desfile liderado por Zidane, com gol de Henry. A atuação de Zidane, naquela noite de Frankfurt, entra com garbo e elegância na lista das maiores exibições de um jogador numa partida decisiva. Foi sublime. E constrangedor como nomes como Ronaldo e Roberto Carlos pareciam abrir alas para a caminhada do camisa 10 da Gália. É memorável o chapéu que Zidane aplicou em Ronaldo no meio de campo, como marco daquela partida.
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