
Juca de Oliveira, morreu aos 91 anos na madrugada deste sábado, 21. Sua forte atuação política ao longo da carreira artística foi uma marca de sua trajetória. Filiado ao Partido Comunista Brasileiro, participou de movimentos sindicais e, nos anos 1960, em plena ditadura militar, integrou o grupo de artistas que adquiriu o Teatro de Arena. Ao lado de Gianfrancesco Guarnieri, Augusto Boal, Paulo José e Flávio Império, transformou o espaço em um dos principais polos de produção cultural e resistência ao regime, o que acabou colocando o teatro na mira da repressão, levando ao seu fechamento.
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Com o endurecimento do regime, Juca se exilou na Bolívia. Anos depois, relembrou o período como uma mistura de medo e certa vaidade por estar entre os perseguidos políticos, até ser alertado por Paulo José de que a perseguição não tinha relação com talento, mas com posicionamento político.
“O Arena era a utopia. Éramos militantes do Partido Comunista, Guarnieri, eu, Migliaccio, Vianinha, Paulo José, Boal. Estávamos lutando pela redenção do proletariado brasileiro contra a burguesia fascista. Iríamos instaurar no país um socialismo em que todos teriam acesso à riqueza. Você pode imaginar a grande decepção que sofremos com o golpe militar: o teatro fechado, a polícia atrás de nós, não podíamos voltar para casa”, afirmou em entrevista.
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