Por que o ministro André Mendonça faz campanha por Jorge Messias no STF



Não é só a fé evangélica que une o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e o advogado-geral da União (AGU) Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula à Corte. Não é também só a aversão do presidente do Senado Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) a ambos que coloca Mendonça e Messias lado a lado em 2026.

Alçado ao principal tribunal do país sob a alcunha de “terrivelmente evangélico”, termo que ele repele, Mendonça entrou de cabeça na campanha por Messias por considerar que o AGU do governo petista está sendo “injustiçado” em um processo de fritura que impede que seu nome seja votado no Senado.

Como se sabe, André Mendonça conhece como poucos a ofensiva de Alcolumbre quando um indicado apresentado pelo governo não é de seu agrado. Em 2021, como presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o senador impediu por quatro meses que o nome do hoje ministro do Supremo fosse sabatinado, fez campanha em favor do então procurador-geral Augusto Aras e, ao final, perdeu a batalha.

Com este retrospecto em mente, Mendonça relatou a interlocutores que trabalha por pacificar os ânimos no Senado, Casa onde os nomes dos indicados ao STF são sabatinados e votados, e afirmar que Messias é “sério” e “honesto” e está sendo “injustiçado” em uma briga política que não é dele.

Em conversas com senadores, o ministro do Supremo tem defendido que os parlamentares responsáveis por decidir se Messias deve ou não ser juiz da Corte analisem a probidade e o conhecimento jurídico do indicado, e não tragam rinhas pessoais para um processo que têm regras pré-definidas.

Como mostrou VEJA, a ideia de Jorge Messias é fazer uma espécie de intensivão em busca de votos de senadores e ampliar o corpo a corpo junto a integrantes do Senado. A expectativa é que a documentação que formaliza seu nome como candidato a sucessor de Luís Roberto Barroso seja enviada ao Congresso nos próximos dias.

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