Instagram irá notificar pais quando filhos adolescentes fizerem pesquisas sobre suicídio



Atenção: a matéria a seguir inclui uma discussão sobre suicídio. Ajuda está disponível se você ou alguém que você conhece estiver enfrentando pensamentos suicidas ou questões de saúde mental. O Centro de Valorização da Vida (CVV) funciona 24h por dia pelo telefone 188, e também é possível conversar por chat ou e-mail.

O Instagram anunciou nesta quinta, 26, que irá notificar pais de adolescentes que repetidamente pesquisarem sobre temas relacionados a suicídio ou automutilação. O recurso ficará disponível para contas com a configuração de supervisão parental ativada. Na próxima semana, estará disponível nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Canadá, e em outras regiões do mundo ainda neste ano.

“Esses alertas foram criados para garantir que os pais estejam cientes caso seus filhos adolescentes estejam tentando repetidamente buscar esse tipo de conteúdo e para fornecer os recursos necessários para apoiá-los”, divulgou a Meta, proprietária do Instagram, em comunicado.

Os alertas serão enviados por e-mail, mensagem ou WhatsApp aos pais. Ao clicar na notificação, haverá uma explicação de que o adolescente pesquisou repetidamente termos relacionados a suicídio e automutilação no Instagram em um curto período de tempo. A Meta não esclareceu qual a frequência de pesquisa necessária ou qual período de tempo ativa o alerta.

Os pais também terão a possibilidade de visualizar os recursos de especialistas sobre como abordar conversas sensíveis acerca do tópico com o adolescente.

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A política atual é de bloqueio do conteúdo e redirecionamento do usuário para recursos de apoio.

“Entendemos o quão sensíveis são essas questões e o quanto pode ser angustiante para um pai ou uma mãe receber um alerta como esse. A grande maioria dos adolescentes não tenta buscar conteúdo sobre suicídio e automutilação no Instagram, e, quando isso acontece, nossa política é bloquear essas buscas, direcionando-os para recursos e linhas de apoio que podem oferecer ajuda”, diz o comunicado.

A preocupação com a segurança de crianças e adolescentes nas redes sociais é um tema crescente. Na Austrália, menores de 16 anos foram proibidos de usar redes sociais desde dezembro de 2025, colocando o assunto em pauta em outros países. A Grã-Bretanha considera impor mais restrições, enquanto Espanha, Grécia e Eslovênia também discutem limitar o acesso de menores.

No Brasil, o assunto ganhou força no último ano com o vídeo do influenciador Felca sobre a adultização de crianças e adolescentes online. A exposição de casos pelo influenciador impulsionou a aprovação do “PL da Adultização” (Lei PL 2.628/2022) que obriga as plataformas a assumir a responsabilidade pela proteção de menores de idade na internet.

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