Ciclone deixa 59 mortos e milhares desalojados em Madagascar



O ciclone tropical Gezani deixou ao menos 59 mortos em Madagascar e obrigou 16.428 pessoas a deixarem suas casas, segundo balanço divulgado nesta segunda-feira, 16, pelo Escritório Nacional de Gestão de Riscos e Desastres (BNGRC). Outras 15 pessoas seguem desaparecidas e 804 ficaram feridas. No total, 423.986 moradores foram classificados como afetados pela passagem do fenômeno.

A nova tragédia ocorre apenas dez dias depois da passagem do ciclone Fytia, que matou 14 pessoas e desalojou mais de 31.000, de acordo com o escritório humanitário das Nações Unidas. A sequência de tempestades agrava a situação em um dos países mais pobres e vulneráveis do mundo a eventos climáticos extremos.

Em seu auge, o Gezani registrou ventos sustentados de cerca de 185 km/h, com rajadas que chegaram a quase 270 km/h — força suficiente para arrancar telhados e derrubar árvores. Após atravessar a ilha, o ciclone seguiu pelo Canal de Moçambique, onde provocou ondas de até 10 metros e ventos intensos no sul de Moçambique, segundo o serviço meteorológico local.

Embora tenha perdido intensidade, o sistema voltou a se curvar em direção ao leste e pode atingir novamente Madagascar. A previsão indica uma segunda aproximação pelo sudoeste do país ainda nesta segunda-feira.

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O distrito de Ampanihy foi colocado em alerta vermelho. As autoridades estimam que o ciclone passe a cerca de 100 quilômetros da costa, com ventos em torno de 65 km/h, mas sem previsão de chuvas intensas.

Equipes de resgate trabalham na assistência aos desalojados e na avaliação dos danos, enquanto o país enfrenta uma temporada de ciclones particularmente severa no Oceano Índico.

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