Como funciona exercício militar de Taiwan que simula invasão da China



Os militares de Taiwan realizaram nesta terça-feira, 9, um exercício costeiro que simula a destruição de uma força invasora chinesa. O treinamento ocorreu ao longo de cerca de 20 quilômetros do litoral da região de Taichung, no centro da ilha, com ações simultâneas em oito pontos diferentes. A pequena nação insular é considerada pela China uma parte inalienável do seu território.

O treinamento teve como objetivo testar a capacidade de resposta das tropas taiwanesas em condições mais próximas de um cenário real de combate. As praias na costa oeste de Taiwan, que ficam de frente para a China através do Estreito de Taiwan, são vistas como o local mais provável para uma tentativa de desembarque das forças chinesas no caso de uma invasão.

Durante a simulação, os militares utilizaram sistemas de foguetes Thunderbolt-2000, além de obuseiros Paladin fornecidos pelos Estados Unidos, mísseis antitanque, morteiros e peças de artilharia.

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Segundo os militares, essa foi a primeira vez em sete anos que o sistema Thunderbolt-2000 realizou disparos reais em uma área operacional. O equipamento é considerado uma das principais armas móveis do país devido ao seu alcance e capacidade de deslocamento rápido.

O comandante de artilharia, Ong Yih-ming, afirmou que os exercícios deixaram de seguir roteiros rígidos e passaram a reproduzir situações mais imprevisíveis. “O tempo para entrar em posições desta vez foi baseado em condições de combate realistas. Então, acredito que este treinamento representou um nível considerável de dificuldade para nossas tropas”, afirmou ele.

Em meio a ameaças da China, o governo taiwanês tem acelerado a modernização de suas forças armadas, incorporando armamentos mais móveis e alterando seus métodos de treinamento. No mês passado, Taipé relatou um aumento das operações da guarda costeira chinesa ao redor do território, incluindo em áreas próximas às Ilhas Pratas, administradas por Taipei. 

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