Flag olímpico e a vitrine global: como LA 2028 pode acelerar a expansão do futebol americano



A confirmação do flag football no programa dos Jogos Olímpicos de Verão de 2028, em Los Angeles, representa mais do que a inclusão de uma nova modalidade: é um movimento estratégico para acelerar a globalização do futebol americano. Em formato 5 contra 5, sem contato físico pesado e com partidas mais dinâmicas, o flag surge como porta de entrada para novos públicos e mercados fora dos Estados Unidos.

A lógica é clara: tornar o esporte mais acessível, reduzir barreiras físicas e ampliar a base praticante. Sob coordenação da International Federation of American Football, o flag já se espalha por dezenas de países e ganha força em projetos escolares e universitários. Com o selo olímpico, a tendência é de aumento no investimento em categorias de base, programas de formação e estrutura federativa.

O movimento dialoga diretamente com a estratégia internacional da National Football League (NFL), que nos últimos anos intensificou jogos fora dos Estados Unidos, inclusive no Brasil, e ações de desenvolvimento em mercados estratégicos. A Olimpíada funciona como catalisador: amplia a visibilidade midiática, atrai patrocinadores globais e cria uma narrativa aspiracional para jovens atletas.

O basquete oferece um exemplo concreto de como a vitrine olímpica pode impulsionar um produto esportivo global. A consolidação da National Basketball Association (NBA) como liga internacional passou também pela presença marcante dos Estados Unidos nos Jogos Olímpicos, especialmente a partir de 1992, quando atletas da própria NBA passaram a disputar o torneio. A exposição mundial de estrelas como Michael Jordan e Magic Johnson ajudou no aumento no consumo internacional, expansão de transmissões, crescimento na venda de produtos licenciados e formação de novos talentos fora dos EUA. Hoje, a NBA conta com forte presença internacional, tanto em público quanto em jogadores.

No caso do flag, já há expectativa de que atletas ligados à NFL demonstrem interesse em participar do torneio olímpico, o que ampliaria ainda mais a audiência global. A combinação entre Olimpíada e calendário internacional tende a fortalecer o ciclo de crescimento, transformando a modalidade em plataforma de desenvolvimento esportivo e ativo comercial global.

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Para países como o Brasil, o momento é estratégico. A exposição olímpica pode estimular programas de base, gerar maior cobertura de mídia e atrair marcas interessadas em associar imagem a um esporte em expansão.

Para Bruno Guilherme, CEO da Brasil Sports Business e organizador do College Football Brasil, a entrada do flag no programa olímpico acelera um processo que já está em curso: “O fato de o flag football entrar no programa olímpico é um divisor de águas. A modalidade ganha visibilidade global, passa a fazer parte do imaginário do jovem atleta e cria uma ponte direta com mercados estratégicos como o Brasil. Isso amplia audiência, atrai patrocinadores e fortalece o ecossistema do esporte.”

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